Publicado 10/09/2026 08:24

Rutte vê as tentativas de sabotagem russas como sinais de “um regime desesperado” que não consegue atingir seus objetivos na Ucrânia

10 de setembro de 2026, Berlim: Mark Rutte (à esquerda), secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), discursa durante uma coletiva de imprensa ao final da conferência de embaixadores no Ministério Federal das Relações Exteriores.
Sebastian Gollnow/dpa

Ele afirma que as ações híbridas de Moscou não intimidarão os aliados e que a diplomacia “também faz parte do arsenal” da OTAN

BRUXELAS, 10 set. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou nesta quinta-feira que as tentativas de sabotagem e outras ações híbridas atribuídas à Rússia em diversos países europeus são sinais de “um regime desesperado” que não está conseguindo atingir seus objetivos na Ucrânia, e alertou que Moscou fracassará em sua tentativa de dividir os aliados e enfraquecer seu apoio a Kiev.

“Sabemos que são as táticas de um regime desesperado que não está conseguindo atingir seus objetivos na Ucrânia. Putin acredita que pode nos dividir, nos desestabilizar e enfraquecer nosso apoio à Ucrânia. Mas ele fracassará”, afirmou Rutte durante uma intervenção na Conferência dos Chefes das Missões Alemãs, em Berlim.

O chefe da Aliança Atlântica denunciou que a lista de “atividades híbridas mal-intencionadas” da Rússia na Europa “não para de crescer”, mencionando ataques cibernéticos, sabotagens, incêndios provocados, violações do espaço aéreo e incidentes com drones, entre elas o recente episódio envolvendo drones-bomba no aeroporto alemão de Leipzig.

Em sua opinião, “as últimas ações hostis da Rússia são imprudentes, perigosas e representam uma ameaça à vida”, mas, apesar disso, ele afirmou que os aliados não vão “se deixar intimidar”. Além disso, ele transmitiu a “total solidariedade” da OTAN à Alemanha e lembrou que Berlim conta com outros 31 aliados ao seu lado após a recente tentativa de ataque do Kremlin.

Nesse sentido, Rutte defendeu que as ações atribuídas a Moscou estão produzindo exatamente o efeito contrário ao almejado pelo Kremlin. “Nossa resposta é mais apoio à Ucrânia”, afirmou ele, citando a recente cúpula da OTAN em Ancara (Turquia) como exemplo de que os europeus estão assumindo a responsabilidade por sua defesa convencional.

O chefe da OTAN também relacionou essas ações com a evolução da invasão russa à Ucrânia e estimou em mais de 40.000 o número de soldados russos mortos ou gravemente feridos a cada mês. “Apesar dessas perdas tão elevadas, Putin não demonstra qualquer vontade de pôr fim à guerra”, lamentou, denunciando que a Rússia continua atacando Kiev e outras partes da Ucrânia, “muitas vezes contra civis e infraestruturas civis”.

A DIPLOMACIA TAMBÉM FAZ PARTE DO NOSSO ARSENAL

Rutte alertou, no entanto, que “não há espaço para complacência” diante de um cenário de segurança que obrigará os aliados a manter seus esforços a longo prazo. “Temos um longo caminho pela frente. Precisamos gastar mais, produzir mais e nos proteger melhor”, resumiu.

Nesse contexto, ele insistiu na necessidade de “manter a Ucrânia forte para que a paz possa prevalecer”, ao mesmo tempo em que defendeu que o reforço das capacidades europeias contribui para a segurança de toda a Aliança. “Uma Alemanha mais forte torna a Europa mais forte. Uma Europa mais forte torna a OTAN mais forte. E a força é um pré-requisito para a segurança”, destacou.

“A diplomacia também faz parte do nosso arsenal. Nestes tempos perigosos, as mensagens que enviamos, as mensagens que todos vocês transmitem, são decisivas. E o que importa ainda mais é o resultado: uma segurança duradoura”, concluiu Rutte, ressaltando também o papel da diplomacia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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