Publicado 24/06/2025 14:41

Rutte e vários aliados da OTAN advertem que não haverá exceções ao compromisso de gastos de 5%

HANDOUT - 24 de junho de 2025, Holanda, Haia: O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, fala durante o Fórum Público da OTAN durante a Cúpula da OTAN de 2025 em Haia, Holanda. Foto: OTAN/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e somente se o crédito for mencion
NATO/dpa

O secretário-geral da OTAN insiste que está "convencido" de que a Espanha precisará de pelo menos 3,5%.

HAGUE, 24 jun. (do correspondente especial da EUROPA PRESS, Victor Tuda) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e várias nações da OTAN advertiram na terça-feira que não há exceções ao compromisso de gastos de 5% que a organização espera acordar na cúpula dos líderes em Haia, depois que a Espanha concordou com o secretário-geral aliado sobre a flexibilidade para definir sua própria trajetória de gastos, que o primeiro-ministro Pedro Sánchez vincula ao cumprimento das metas de capacidade militar.

Na mesma linha de suas declarações na segunda-feira, o secretário-geral da OTAN enfatizou que o bloco não tem "exceções" ou "cláusulas de exclusão". Ele reiterou que a "convicção" da OTAN é que a Espanha terá que aumentar seus gastos para 3,5% para cumprir seus compromissos militares e que terá que fazer "planos anuais" para que a organização monitore sua evolução.

"Sabemos que temos uma revisão de médio prazo. Mas também, nesse meio tempo, temos vários estágios em que podemos avaliar onde a Espanha e outros países estão", acrescentou ele em uma entrevista à emissora sueca SVT.

Por sua vez, em um fórum paralelo à cúpula de Haia, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, deixou claro seu desacordo com a possibilidade de que o horizonte de investimento em defesa de 5% do PIB inclua "exceções para alguns países", e até defendeu a antecipação do objetivo de atingir essa meta para 2030, já que o horizonte de 2035, que gera mais consenso na OTAN, é "tarde demais".

Frederiksen, que não fez alusão direta ao caso da Espanha, afirmou que é hora de a Europa agir como um bloco, com "solidariedade", independentemente da localização geográfica e, em particular, da distância da Rússia, que atualmente é considerada a principal ameaça ao continente como um todo.

A esse respeito, ele destacou que, embora "não sejam tempos de guerra, certamente não são tempos de paz", razão pela qual é hora de investir mais em defesa. "Estamos indo na direção certa", disse ele durante um fórum realizado à margem da cúpula, onde apelou para a vontade política.

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, também não vê "espaço para criar exceções", em comentários relatados pelo Político à margem da cúpula.

Enquanto isso, em declarações a jornalistas, o ministro polonês das Relações Exteriores, Radoslaw Sikorski, garantiu que a declaração da OTAN não contém uma cláusula de exclusão, ressaltando que isso seria um mau exemplo. De qualquer forma, quando perguntado diretamente sobre as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a falta de gastos da Espanha, ele se limitou a dizer que a Espanha é "um grande aliado e um país amigável".

Trump, em declarações do avião presidencial 'Air Force One', referiu-se à Espanha como um "problema" por sua falta de gastos com defesa. "A Espanha não concorda, isso é muito injusto com o resto", disse ele em referência à relutância de Sánchez em concordar com o limite de 5%.

Por sua vez, a Alta Representante da UE para Política Externa, Kaja Kallas, justificou o investimento de 5% do PIB em defesa devido aos "tempos perigosos e turbulentos". "Precisamos ter todos a bordo quando se trata de decisões da OTAN", enfatizou.

A ex-primeira-ministra da Estônia destacou que, nas democracias, "todos têm problemas" e "diferentes opiniões públicas internas". "Mas, no final, sempre se chega a acordos", enfatizou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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