BRUXELAS 9 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, comunicou a alguns Estados-membros da organização que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, espera deles “compromissos e ações concretas” para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, conforme detalhou a porta-voz da Aliança, Allison Hart.
Após se reunir nesta quarta-feira em Washington com o inquilino da Casa Branca, Rutte entrou em contato com outros aliados para lhes dar detalhes de suas conversas com Trump, uma troca de que ficou claro que os Estados Unidos “esperam compromissos e ações concretas para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.
Esses contatos ocorreram depois que Rutte e Trump mantiveram nesta quarta-feira na Casa Branca “uma conversa franca sobre diversos temas”, em meio à ameaça do magnata norte-americano de retirar os Estados Unidos da OTAN devido ao seu descontentamento com os aliados europeus, dos quais considera que não ofereceram ajuda suficiente na ofensiva norte-americana contra o Irã.
Durante o encontro, o chefe da OTAN e o presidente dos Estados Unidos abordaram a “segurança compartilhada”, incluindo o contexto do Irã, enquanto o secretário-geral da organização destacou “a importância de os aliados continuarem se empenhando para alcançar uma Aliança mais forte e justa”, conforme revelou a porta-voz Allison Hart.
Nesta mesma quinta-feira, Rutte admitiu que existem tensões entre os parceiros da Aliança Atlântica e que todos eles estão cientes da “profunda mudança” pela qual a organização está passando sob a “liderança” de Donald Trump, embora tenha defendido que os aliados europeus “quase sem exceção” estão fazendo “tudo o que os Estados Unidos estão pedindo” para a guerra no Oriente Médio.
“Esta aliança não finge que nada está acontecendo (...). Os aliados reconhecem, e eu reconheço, que estamos em um período de profunda mudança na Aliança Transatlântica”, indicou Rutte em suas primeiras declarações públicas depois que Trump ameaçou sair da OTAN, durante sua intervenção em um fórum organizado na capital americana pela Fundação Presidencial Ronald Reagan.
Quando questionado sobre sua conversa na quarta-feira na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Rutte limitou-se a dizer que foi uma troca “sincera, franca e aberta”. “E isso é positivo, porque estamos entre amigos. O presidente e eu nos damos bem”, afirmou.
Ele também afirmou ter percebido em Trump “sua decepção” pelo fato de que “muitos aliados não estavam do lado dele”, ao que Rutte explicou que “a grande maioria dos europeus fez o que os Estados Unidos lhes pediram”, apesar de “às vezes isso levar um pouco de tempo”. “Na Europa, temos coalizões. Às vezes, precisamos lidar com a política interna. Às vezes, isso leva alguns dias. Mas depois nos alinhamos”, concluiu.
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