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BRUXELAS 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, justificou o papel do presidente dos EUA, Donald Trump, no lançamento de negociações de paz com russos e ucranianos, ao mesmo tempo em que defendeu que aliados paralelos, como o Reino Unido e a França, discutam garantias de segurança para proteger o eventual acordo de paz.
Em declarações de Kosovo, onde se reuniu com o presidente, Vjosa Osmani, chefe político da OTAN, destacou a figura de Trump, ressaltando que "graças a ele houve um avanço em termos de início de conversas com russos e ucranianos".
"Isso é importante. É bom que os franceses e os britânicos tenham tomado a iniciativa de que, quando um acordo de paz ou um cessar-fogo for alcançado na Ucrânia, a segurança será garantida", disse ele, sobre o debate acerca das garantias de segurança a Kiev para proteger o pacto que for acordado com a Rússia.
De acordo com ele, uma forma de garantia seria por meio de tropas europeias na Ucrânia, embora tenha ressaltado que esse é "um dos modelos" e que "também poderia haver outras formas de fazê-lo", sem dar mais detalhes.
Rutte se referiu a um amplo consenso de que é necessário "trabalhar em paralelo" para que o futuro cessar-fogo ou acordo de paz possa ser preservado. O debate sobre as garantias de segurança é "importante", disse o ex-primeiro-ministro holandês, que afirmou que ele deve ocorrer em "estreita colaboração" com os Estados Unidos, insistindo em qualquer caso que, como defende o presidente dos EUA, um acordo de paz deve ser concluído primeiro.
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