Publicado 11/06/2026 09:35

Rutte reconhece que aumentar os gastos com defesa "não é fácil" após a renúncia do ministro da Defesa britânico

John Healey deixou o cargo após criticar Starmer por não ter sido capaz de destinar os recursos necessários para defender o país

Archivo - Arquivo - 8 de junho de 2025, Reino Unido, Sheffield: O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey (à direita), e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante uma visita à Sheffield Forgemasters, onde é fabricado aço especializado para
Oli Scarff/PA Wire/dpa - Arquivo

BRUXELAS, 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, admitiu que o aumento dos gastos com defesa acordado pelos aliados “não é fácil” de ser implementado, após tomar conhecimento da renúncia do ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, devido a uma disputa sobre os gastos militares, em meio a críticas por não ter destinado os recursos necessários para a defesa do país europeu.

“É claro que não é fácil, porque, no fim das contas, sempre é preciso fazer concessões em relação a outras despesas que também são importantes. Mas a tarefa fundamental de todo governo é, em última instância, manter o país seguro e garantir uma economia forte", afirmou em uma coletiva de imprensa na sede da OTAN, após se reunir com o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store.

Rutte respondeu assim quando questionado se a renúncia do ministro da Defesa britânico ressalta que o aumento dos gastos com defesa não é fácil. O chefe da OTAN expressou seu “respeito” a Healey e evitou fazer uma avaliação mais aprofundada do assunto, confessando que acabara de tomar conhecimento da renúncia.

Nesse sentido, destacou o “esforço” que “todos os países da Aliança”, incluindo o Reino Unido, estão fazendo para aumentar a porcentagem do PIB destinada à Defesa, que foi fixada em 5% na última cúpula de Haia, realizada no verão de 2025.

Para o ex-primeiro-ministro da Holanda, uma defesa e uma economia fortes são “os dois pilares” da dissuasão da OTAN. “Uma economia forte, que sustenta o país e todos os empregos e pessoas que o compõem, e ao mesmo tempo garante que o país esteja o mais seguro possível”, concluiu.

As declarações de Rutte ocorrem depois que Healey publicou nas redes sociais sua carta de demissão, entregue ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em meio ao impasse nas negociações entre os ministérios da Defesa e das Finanças sobre como lidar com um aumento dos gastos militares, o que atrasou o Plano de Investimento em Defesa.

"O senhor não foi capaz, e o Tesouro não se mostrou disposto, a destinar os recursos de que a nação precisa para defender o país neste momento de ameaças crescentes", lamentou Healey, que liderava o ministério desde 5 de julho de 2024, sempre sob o governo de Starmer.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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