Publicado 15/04/2026 12:51

Rutte pede que "não se perca o foco na Ucrânia" apesar da guerra no Irã: "A Rússia continua seus ataques dia e noite"

O chefe da OTAN está "otimista" quanto ao cumprimento da meta de US$ 35 bilhões prometidos à Ucrânia até 2026 pelo Grupo de Contato

15 de abril de 2026, Berlim: Boris Pistorius (à esquerda), ministro da Defesa da Alemanha, recebe Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, no início da reunião do Grupo de Contato sobre a Ucrânia, em frente ao Ministério Federal da Defesa. Foto: Kay Nietfeld
Kay Nietfeld/dpa Pool/dpa

BRUXELAS, 15 abr. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, pediu para "não perder o foco na Ucrânia", apesar dos "inúmeros desafios de segurança" que o mundo enfrenta, como a guerra no Oriente Médio, argumentando que "não há trégua" na invasão russa da Ucrânia e que Moscou "continua seus ataques dia e noite".

“Não podemos perder o foco na Ucrânia, mesmo com os inúmeros desafios de segurança que enfrentamos. Não há trégua na guerra de agressão da Rússia”, afirmou o chefe da Aliança em uma coletiva de imprensa em Berlim, após participar de uma reunião nesta quarta-feira do Grupo de Contato para a Defesa da Ucrânia.

Rutte comemorou que, durante a reunião desta aliança, da qual fazem parte quase 60 países, todos reafirmaram seu compromisso com a Ucrânia, depois que, no último encontro, em 12 de fevereiro, se comprometeram a mobilizar 35 bilhões de dólares (30 bilhões de euros) para financiar nova ajuda militar a Kiev durante este ano de 2026.

“A Rússia está enfrentando dificuldades no campo de batalha. Vencer é agora um sonho distante para Putin”, prosseguiu em sua explicação, acrescentando que “uma Ucrânia forte hoje e no futuro é a forma de conter a agressão russa” e que, por isso, é preciso “redobrar esforços e continuar a fornecer o apoio crucial” de que Kiev necessita.

Nesse sentido, o chefe político da OTAN elogiou a Ucrânia por seus acordos com países do Golfo que estão sob “ataques indiscriminados por parte do Irã”. Em sua opinião, Kiev “está se tornando um exportador de segurança” graças à sua experiência na luta contra drones e mísseis.

OTIMISMO EM ALCANÇAR OS 35 BILHÕES

Questionado em uma coletiva de imprensa posterior sobre se está otimista quanto ao cumprimento, pelos países membros do Grupo de Contato, da meta de atingir 35 bilhões de dólares este ano, Rutte respondeu que sim, embora tenha admitido que a carga financeira poderia ser distribuída “melhor”, já que há “um número limitado de países” que assumem “a maior parte do esforço”.

Ele citou como exemplo o “apoio adicional” anunciado durante a reunião pela Alemanha, que se comprometeu a doar mais mísseis guiados para os sistemas de defesa aérea Patriot; o envio de 120 mil drones pelo Reino Unido; uma quantidade indeterminada de drones pelos Países Baixos, bem como uma iniciativa da República Tcheca para munição.

As declarações de Rutte ocorreram após reuniões em Berlim com o ministro da Defesa da Ucrânia, Mijailo Fedorov, bem como com o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e com o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, com quem compareceu a uma coletiva de imprensa conjunta.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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