Publicado 10/09/2026 08:55

Rutte minimiza a importância de possíveis mudanças políticas na Europa: “A OTAN continuará unida e forte”

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante uma intervenção nesta quinta-feira na Conferência dos Chefes das Missões Alemãs, que está sendo realizada em Berlim.
OTAN / GWENNY-EECKELS

Ele confia que qualquer governo continuará a apoiar a Ucrânia diante de uma possível mudança nas eleições de 2027 na França

BRUXELAS, 10 set. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, minimizou nesta quinta-feira a possibilidade de que futuras mudanças de governo em países como a França ou a Alemanha possam alterar o rumo da Aliança Atlântica e seu apoio à Ucrânia, garantindo que, independentemente do resultado das eleições, a OTAN continuará “unida” e “forte”.

“Não me cabe comentar sobre política nacional. Devo manter-me à margem porque somos uma aliança e quem quer que seja eleito será a liderança eleita daquele país. Trabalharemos com essa liderança e não tenho nenhuma dúvida de que a Aliança continuará sendo muito forte”, afirmou durante um debate com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, na Conferência dos Chefes das Missões Alemãs, em Berlim.

O ex-primeiro-ministro holandês respondeu assim ao ser questionado sobre a ascensão de forças políticas europeias que mantêm posições mais próximas da Rússia ou questionam o atual nível de apoio militar à Ucrânia, e sobre o possível impacto que futuras mudanças políticas poderiam ter em dois países centrais para a defesa europeia, como a França e a Alemanha.

Diante da insistência sobre a possibilidade de que uma mudança de governo, particularmente na França, altere a posição de Paris em relação à Ucrânia e tenha consequências para toda a OTAN, Rutte pediu que se aguardasse o resultado das urnas.

“Vamos ver o que acontece e qual será o resultado das eleições”, afirmou, antes de insistir que, “seja qual for o resultado, a OTAN estará presente, permaneceremos unidos e continuaremos fortes”.

“ELEMENTOS-CHAVE” SERÃO MANTERS

Nesse sentido, o chefe da Aliança mostrou-se convencido de que os futuros governos manterão o rumo nos “elementos-chave” da defesa e, em particular, em garantir que a Ucrânia “não perca esta guerra” e chegue na melhor posição possível a futuras negociações quando o presidente russo, Vladimir Putin, estiver disposto a sentar-se à mesa de negociações.

Rutte lembrou que a OTAN já enfrentou mudanças de governo em outros países aliados e defendeu que a experiência dos últimos anos demonstra que essas alternâncias políticas não enfraqueceram a organização.

“Já tivemos essas discussões no passado, quando observamos mudanças de governo em outros países, e, no fim das contas, o que observamos nos últimos cinco ou dez anos é que a OTAN se tornou mais forte e permaneceu unida”, afirmou, acrescentando que as divergências dentro dos países aliados fazem parte do funcionamento normal das democracias.

“O debate não é um problema. A oposição não é um problema”, ressaltou Rutte, que admitiu, em tom descontraído e relembrando seus 14 anos como primeiro-ministro da Holanda, que, em algumas ocasiões, teria preferido “um pouco menos” de confronto político.

“Mas isso continua fazendo parte da democracia e é por isso que digo que a política é um esporte de contato”, acrescentou, ressaltando que partidos de diferentes tendências políticas podem divergir sobre as reformas de que cada país precisa, mas considera importante que haja um consenso sobre a necessidade de manter “economias fortes” que permitam financiar prioridades como a defesa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado