Publicado 22/05/2026 04:08

Rutte insta a OTAN a assumir mais responsabilidades no apoio à Ucrânia: "Apenas seis países estão fazendo o trabalho pesado"

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte
NATO

HELSINGBORG (SUÉCIA), 22 (por Iván Zambrano, correspondente especial da EUROPA PRESS)

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, fez um apelo aos Estados-membros da OTAN para que assumam uma maior parcela do apoio militar à Ucrânia, lamentando que “apenas seis ou sete” deles “estejam fazendo o trabalho mais pesado” para que Kiev possa enfrentar a invasão da Rússia.

Em declarações à imprensa nesta sexta-feira, antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores da Aliança Atlântica que ocorre na cidade sueca de Helsingborg, o chefe da OTAN destacou a necessidade de que o fardo do apoio à Ucrânia entre os aliados, “principalmente entre os europeus”, seja mais equitativamente distribuído.

“O que quero alcançar é que o fardo seja distribuído de forma mais equitativa, que haja uma maior repartição do fardo, porque, neste momento, são apenas seis ou sete aliados que estão fazendo o trabalho mais pesado”, afirmou, embora sem especificar a quais países concretamente se refere.

Ele citou como exemplo a chamada Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (ou PURL, na sigla em inglês) — uma iniciativa da OTAN com o objetivo de que os países europeus adquiram armamento norte-americano para a defesa da Ucrânia —, que está servindo para enviar “material crucial”, como mísseis antimísseis balísticos para sua defesa aérea.

Na sua opinião, “seria mais justo” que, dentro da OTAN, se pudesse ver que todos os aliados intensificassem seus esforços para ajudar Kiev. No entanto, ele comemorou que, no que diz respeito ao apoio político, “não há absolutamente nenhuma discussão”, pois todos reconhecem a necessidade de oferecer assistência à Ucrânia.

As declarações de Rutte se inscrevem em sua proposta de que cada aliado destine 0,25% de seu PIB a Kiev, uma medida que ele mesmo reconheceu que “não obterá unanimidade” e, portanto, não será formalmente aprovada. No entanto, ele vem defendendo sua utilidade para “iniciar o debate” sobre uma distribuição mais equitativa da carga dentro da Aliança.

Da mesma forma, o Grupo de Contato para a Ucrânia comprometeu-se, em fevereiro passado, a mobilizar 35 bilhões de dólares (30 bilhões de euros) para financiar nova ajuda militar a Kiev durante este ano, com a ideia de continuar aumentando “a pressão sobre a Rússia” para que 2026 seja “o ano em que esta guerra termine”.

No entanto, essa aliança formada por mais de 57 países ainda não atingiu esse valor, sendo países como o Reino Unido ou a Alemanha os que mais contribuíram financeiramente para Kiev.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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