Publicado 05/03/2026 04:00

Rutte garante que a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã tem um apoio "massivo" na OTAN

11 de fevereiro de 2026, Bruxelas, Bélgica: Conferência de imprensa do Secretário-Geral Mark Rutte antes da reunião de amanhã com os ministros da Defesa dos Estados-Membros da OTAN.
Europa Press/Contacto/Bob Reijnders

Ele alega que a OTAN existe para “proteger” seus membros, “mas também é uma plataforma para os Estados Unidos projetarem seu poder”. MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira que a ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos com Israel contra o Irã tem um apoio “massivo” entre os aliados atlânticos, em uma entrevista na qual defendeu a campanha do governo de Donald Trump e, ao mesmo tempo, procurou minimizar as discordâncias expressas por alguns Estados europeus.

“É verdade que a OTAN não está envolvida, mas obviamente os aliados apoiam massivamente as ações do presidente (Trump) e também estão permitindo o que os Estados Unidos estão fazendo agora na região”, declarou Rutte em entrevista à rede de direita americana Newsmax.

Nesse contexto, o responsável holandês foi questionado sobre as discordâncias expressas a respeito da ofensiva pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez. No entanto, ele optou por não mencionar o líder do PSOE em sua resposta e se concentrou na França, alegando que, apesar das diferenças, está permitindo que “os Estados Unidos possam utilizar, em termos de facilitação e apoio, os ativos franceses na região”. “E é precisamente por isso que a OTAN está lá. A OTAN está lá para nos proteger coletivamente contra qualquer adversário, seja a Rússia ou qualquer outro, ou o terrorismo. Mas também é uma plataforma para os Estados Unidos projetarem seu poder no cenário mundial”, defendeu Rutte em seguida, antes de afirmar que “esta campanha no Irã precisa que os aliados da OTAN se comprometam positivamente com esses pedidos de bases”. “O fato de nos mantermos unidos, Estados Unidos, Europa e Canadá, também é crucial para o sucesso desta campanha americano-israelense”, acrescentou.

O secretário-geral, que descreveu como “crucial para o sucesso desta campanha americano-israelense” que os Estados Unidos, a Europa e o Canadá permaneçam unidos, reconheceu que existem “debates” na OTAN, mas que estes não interferem no apoio a Washington em campanhas como a realizada contra o Irã. “Somos uma aliança de democracias, mas no final seguiremos a liderança americana quando se tratar de momentos cruciais”, afirmou.

Na mesma linha, afirmou que “os Estados Unidos trabalham a toda velocidade e, às vezes, esses processos complicados de tomada de decisão na Europa levam tempo”, mas garantiu estar “em contato constante com os líderes europeus”, entre os quais, segundo ele, “existe um amplo apoio à ação do presidente” norte-americano.

O inquilino da Casa Branca, por sua vez, limitou-se a publicar uma breve mensagem nas redes sociais em que agradeceu ao “nosso grande secretário-geral da OTAN”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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