Publicado 08/07/2026 12:26

Rutte destaca a “unidade” dos 32 líderes da OTAN, apesar dos ataques de Trump contra a Europa

Ele destaca o compromisso de Trump e dos EUA com a organização e ressalta que está conseguindo que a Europa aumente os gastos militares

8 de julho de 2026, Ancara, Turquia: O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, responde a perguntas de jornalistas durante uma coletiva de imprensa após uma reunião dos líderes da OTAN na Cúpula da OTAN
Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski

ANCARA, 8 jul. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, minimizou nesta quarta-feira as divisões no seio da OTAN depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou à cúpula de Ancara criticando os aliados europeus, ressaltando, em contrapartida, que percebeu um “grande sentimento de unidade” entre os líderes aliados e valorizando o fato de que eles são capazes de chegar a acordos.

“O que vi na sala com os 32 líderes sentados juntos foi um grande sentimento de unidade. Não vi isso na história recente. Isso é, na minha opinião, o que representa a OTAN”, afirmou em coletiva de imprensa ao final da cúpula realizada em Ancara, na qual Trump redobrou as críticas aos aliados europeus, com foco na Espanha, e retomou sua retórica sobre assumir o controle da Groenlândia, território dinamarquês.

“Haverá debates intensos. Às vezes, as pessoas defenderão suas posições com veemência, até mesmo levantando a voz, e outras responderão. Isso nunca me preocupa porque, no fim das contas, somos uma aliança de democracias e isso nos torna mais fortes”, destacou o secretário-geral.

Dessa forma, Rutte defendeu que os debates “permitem chegar a acordos” e observou que a cúpula realizada nestes dias na Turquia foi “prova disso”.

TRUMP, “PLENAMENTE COMPROMETIDO” COM A OTAN

O líder político da OTAN quis reiterar o “compromisso” dos Estados Unidos com a organização, enfatizando que as divergências com Trump têm a ver com uma “irritação” em relação aos gastos militares, uma questão que é um ponto de discórdia para Washington há décadas, mas que, em sua opinião, o líder norte-americano está conseguindo colocar nos trilhos.

“Sempre soube que o presidente Trump e os Estados Unidos estão plenamente comprometidos com a OTAN. Mas havia um grande motivo de irritação: o fato de os europeus não estarem contribuindo da mesma forma que os Estados Unidos”, admitiu o ex-primeiro-ministro holandês, ressaltando que essa questão é “fonte de frustração” para os Estados Unidos “desde a época de Eisenhower”, em referência ao presidente da década de 1950.

Nesse sentido, ele destacou que Trump é o líder norte-americano que “conseguiu resolver esse problema”, já que está fazendo com que todos os aliados aumentem seus gastos. “Ele não só conseguiu que os europeus se comprometessem a gastar no mesmo nível que os Estados Unidos, mas também a cumprir esse compromisso. Eles já estão nos 4%, em um plano de dez anos para atingir os 5%”, resumiu.

Ao encerrar a reunião em Ancara, o líder da OTAN destacou que os aliados estão avançando nos compromissos assumidos na cúpula de Haia de 2025, quando os líderes da OTAN acordaram a nova meta de gastos militares de 5% no prazo de uma década. “Demonstramos que esses compromissos já estão sendo colocados em prática. Em toda a Aliança, o investimento em defesa continua aumentando”, afirmou.

Segundo Rutte, novas capacidades estão sendo incorporadas aos exércitos aliados e a indústria está ampliando sua produção. “Os aliados europeus e o Canadá estão assumindo uma responsabilidade maior pela nossa segurança compartilhada. Em conjunto, esses são os alicerces de uma OTAN mais forte, mais justa e mais capaz”, expôs ele, em contraposição às críticas lançadas mais uma vez pelo ocupante da Casa Branca.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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