Publicado 03/03/2026 11:11

Rutte destaca a contribuição da Espanha à OTAN após vetar aos EUA o uso de Morón e Rota para atacar o Irã

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante uma coletiva de imprensa conjunta com a presidente da Macedônia do Norte, Gordana Siljanovska-Davkova.
NATO

Ele garante que Washington não solicitou a participação da Aliança em sua operação contra Teerã BRUXELAS 3 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou o compromisso da Espanha com a segurança da Aliança Atlântica depois que, nesta segunda-feira, o país negou aos Estados Unidos o uso de suas bases militares em Morón (Sevilha) e Rota (Cádiz) para sua ofensiva conjunta com Israel iniciada no sábado contra o Irã.

Questionado numa coletiva de imprensa na Macedônia do Norte, após uma reunião com a presidente do país, Gordana Siljanovska-Davkova, sobre a relutância de alguns Estados-membros da OTAN, como a Espanha, em colaborar de alguma forma na ofensiva liderada por Washington no Oriente Médio, Rutte citou nosso país como exemplo de compromisso com a OTAN.

“No que diz respeito à logística, por exemplo, o sistema Patriot espanhol na Turquia já há dez anos defende o país e os interesses fundamentais dos Estados Unidos ali localizados”, afirmou, acrescentando depois que este é um exemplo de como “coletivamente como OTAN, mas também como aliados individuais”, se colocam recursos à disposição de outros aliados quando se considera oportuno.

Rutte, que não avaliou concretamente a recusa da Espanha em prestar apoio militar aos Estados Unidos na sua ofensiva contra o Irão através das bases militares que o país liderado por Donald Trump mantém em território espanhol, destacou o “amplo apoio” que percebe dos países europeus à missão iniciada pelos Estados Unidos contra Teerão.

“Falei por telefone com muitos líderes (europeus) durante o fim de semana e também no início desta semana, e percebi claramente que a eliminação da capacidade nuclear, da capacidade de mísseis balísticos e também do (ayatolá Alí) Jamenei é algo que muitos dos meus colegas da OTAN aplaudem”, explicou.

EUA NÃO SOLICITARAM A PARTICIPAÇÃO DA OTAN Por outro lado, Rutte garantiu que Washington não solicitou à Aliança Atlântica que se unisse à sua ofensiva contra o Irã, argumentando que se trata “claramente” de uma campanha liderada pelos Estados Unidos e Israel.

Ele também ecoou as ameaças da França, Alemanha e Reino Unido, países membros da OTAN, de atacar “na origem” os lançadores de mísseis e drones do Irã para defender seus interesses e os de seus aliados no Oriente Médio, em consonância com os ataques iniciados pelos Estados Unidos no sábado. “O que estamos vendo é que muitos aliados estão fornecendo apoio fundamental de facilitação. Isso não significa fazer parte da campanha”, avaliou o ex-primeiro-ministro da Holanda sobre as medidas anunciadas por esses três países.

Dito isso, Rutte voltou a valorizar a operação da Casa Branca, alegando que “o Irã está perto” de obter capacidade nuclear e capacidade de mísseis balísticos, “o que representa uma ameaça não apenas para a região, para o Oriente Médio”, mas também “uma enorme ameaça” para a Europa.

“O Irã, como exportador de caos, tem sido responsável por décadas por atentados terroristas e tentativas de assassinato. Posso falar por experiência própria em meu país, onde membros da diáspora iraniana têm estado sob ameaça do regime iraniano. E estou falando aqui do regime, não do povo iraniano. O problema é o regime”, acrescentou para justificar seu apoio aos ataques contra Teerã. Diante de um possível contra-ataque do Irã, o secretário-geral da Aliança advertiu que a OTAN defenderá “cada centímetro do território aliado” e que os comandantes militares da organização “trabalham dia após dia para isso”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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