Ukrainian Presidential Press Off / DPA
BRUXELAS 4 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, enfatizou nesta quarta-feira o compromisso dos Estados Unidos com a Aliança, depois de negar que o governo norte-americano tenha planos de retirar tropas da Europa, embora tenha ressaltado que o interesse de segurança de Washington está cada vez mais voltado para a China.
Nesse sentido, o líder da OTAN minimizou o fato de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, não estar participando pela primeira vez da reunião do Grupo de Contato para a Ucrânia, que reúne os aliados militares de Kiev no campo de batalha, um formato que a administração anterior dos EUA fundou e liderou até a chegada de Donald Trump à Casa Branca, quando a Alemanha e o Reino Unido assumiram a liderança.
Em uma coletiva de imprensa antes da reunião dos ministros da defesa aliados, Rutte disse que estava satisfeito com a participação de Hegseth na reunião de amanhã com seus colegas da OTAN. "Os Estados Unidos estão totalmente comprometidos com a OTAN, totalmente comprometidos com nossos esforços conjuntos no que diz respeito à Ucrânia, não há razão para duvidar disso", disse ele.
Ele justificou a ausência de Hegseth na reunião do grupo de apoio à Ucrânia com base no fato de que as reuniões "ocorrem na maior parte do tempo na Europa", de modo que os funcionários dos EUA nem sempre podem comparecer.
OS EUA NÃO TÊM PLANOS DE RETIRADA MILITAR
O chefe político da OTAN também negou que Washington esteja considerando uma redução de sua presença militar na Europa, que atualmente é de mais de 80.000 soldados, apesar de o embaixador dos EUA na OTAN, Matthew Whitaker, ter sugerido uma possível retirada até o final de 2025.
"No momento, não há planos para os EUA retirarem suas tropas. O que sabemos é que o país está totalmente comprometido com a OTAN", disse o ex-primeiro-ministro holandês, que, de qualquer forma, explicou que os Estados Unidos estão interessados em avançar para outros teatros de segurança na Ásia-Pacífico.
"Faz sentido que nos concentremos mais nessas áreas, e temos que garantir que não haja lacunas em nossas capacidades. Estou absolutamente convencido de que é exatamente assim que vamos avançar nesse sentido", disse ele.
EMBAIXADOR DOS EUA REITERA COMPROMISSO COM A NATO
Mais tarde, em comentários antes da reunião, Whitaker reiterou que os Estados Unidos estão comprometidos com a organização militar. "E isso é definitivo", enfatizou, ao mesmo tempo em que destacou que uma grande delegação dos EUA participará da reunião ministerial e que Washington continua comprometida com o artigo 5 da OTAN, que garante a defesa mútua dos aliados. "Mas também nos parece razoável que nossos aliados também estejam comprometidos com o artigo 3, que inclui sua defesa individual e defesa coletiva", acrescentou.
Sobre o apoio à adesão da Ucrânia à OTAN, o embaixador dos EUA jogou água fria na questão, dizendo que ela "não estava na mesa" e que Washington não era o único aliado a manter essa posição sobre a adesão da Ucrânia à OTAN.
"Essa decisão cabe, em última instância, ao presidente Trump e aos 32 aliados para que cheguem a uma decisão unânime", disse ele.
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