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BRUXELAS 21 jan. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu seu perfil discreto durante a crise aberta na Aliança Atlântica pelas pretensões dos Estados Unidos de se apropriar da Groenlândia, justificando que está trabalhando “nos bastidores” e evitando fazer comentários “em público” porque isso tiraria sua legitimidade para “diminuir a tensão”.
Assim o afirmou durante sua intervenção em um painel de debate intitulado “A Europa pode se defender sozinha?”, organizado no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), durante o qual opinou que a União Europeia está segura e reiterou a importância de defender a região do Ártico.
“Meu papel como secretário-geral da OTAN, quando há tensão dentro da Aliança, como houve no passado entre a Grécia e a Turquia, e em outros momentos em que houve tensão, e meus antecessores sempre fizeram o mesmo e sabiam que não deviam comentar nada em público, isso é impossível”, explicou.
Rutte afirmou que, se desse sua opinião sobre o que está acontecendo com a ameaça dos Estados Unidos de anexar parte do território de outro Estado-membro da OTAN, ele não poderia mais ajudar de forma alguma, nem poderia trabalhar com outros líderes para “amenizar a tensão ou diminuir a escalada”. “É por isso que vocês não vão me ouvir comentar (esse assunto). Podem ter a certeza de que estou a trabalhar neste assunto nos bastidores, mas não posso fazê-lo em público”, acrescentou, evitando fazer qualquer comentário sobre a situação na ilha do Ártico.
No entanto, ele disse estar ciente das “tensões neste momento” e garantiu que “a única maneira” de lidar com elas é por meio de uma “diplomacia contundente”. “E no que diz respeito ao Ártico, acredito que o presidente Trump está certo, outros líderes da OTAN estão certos. Precisamos defender o Ártico”, concluiu.
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