Publicado 22/03/2026 13:15

Rutte defende a ofensiva "crucial" dos EUA contra o Irã porque Trump "está tornando o mundo mais seguro"

Ele compreende que os EUA não tenham informado seus aliados da OTAN sobre seu primeiro ataque contra Teerã para evitar “vazamentos”

Archivo - Arquivo - 22 de outubro de 2025, Washington, Distrito de Columbia, EUA: Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), discursa durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, no Salão Ov
Europa Press/Contacto/Aaron Schwartz - Pool via CN

MADRID, 22 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu neste domingo a operação “crucial” empreendida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, apesar das dúvidas que ela suscita, inclusive entre a população americana, uma vez que está tornando o mundo um lugar “mais seguro” contra a “ameaça existencial” que representa, em sua opinião, o programa nuclear e de mísseis iraniano.

"Sei que há muito debate nos Estados Unidos e na Europa sobre se esta campanha do presidente contra o Irã era necessária, e deixem-me dizer-lhes que sim, é: é crucial que o presidente e os Estados Unidos façam isso para eliminar a capacidade nuclear e a capacidade de mísseis balísticos do Irã, porque representam uma ameaça", afirmou em entrevista à Fox News.

Rutte não abordou as críticas de Trump contra a Aliança Atlântica, cujos países o presidente americano descreveu esta semana como “covardes” por se recusarem a apoiar uma missão naval para desbloquear o estreito de Ormuz, e defendeu o fator “surpresa” dos EUA e de Israel ao atacar o Irã em plena fase de negociações nucleares com a república islâmica.

“Entendo perfeitamente por que os Estados Unidos não puderam compartilhar essa informação com seus aliados; pois isso teria impedido o efeito do ‘primeiro ataque’, já que sempre existia o risco de vazamentos, mas, ao mesmo tempo, significa que os aliados e parceiros europeus de todo o mundo aproveitaram as últimas semanas para se unir e começar a planejar o que podemos fazer coletivamente como aliados e parceiros dos Estados Unidos”, acrescentou Rutte.

O secretário-geral da OTAN reforçou a mesma ideia em outra entrevista neste domingo à rede NBC, na qual argumentou que o programa nuclear e de mísseis iraniano representava “uma ameaça existencial para Israel, uma ameaça para a região, uma ameaça para a Europa e para o mundo inteiro, e espero que as pessoas compreendam esse argumento”.

“É crucial que o presidente (Trump) faça isso. Vi as pesquisas, mas realmente espero que o povo americano o apoie, porque ele está fazendo isso para que o mundo inteiro seja mais seguro”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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