Publicado 15/10/2025 04:11

Rutte defende o abate de caças russos apenas se eles representarem uma ameaça, enquanto a OTAN busca harmonizar as regras

Archivo - Arquivo - HANDOUT - 12 de setembro de 2025, Bélgica, Bruxelas: O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, fala durante uma coletiva de imprensa conjunta com o Comandante Supremo Aliado da Europa, General Alexus Grynkewich, para anunciar o lançament
-/NATO/dpa - Arquivo

BRUXELAS 15 out. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu nesta quarta-feira o abate de caças russos que violam o espaço aéreo aliado apenas se representarem uma ameaça à segurança, insistindo que a organização é "muito mais forte" do que a Rússia e é capaz de intervir sem aumentar os incidentes.

"O problema é que alguns dizem, não dentro da OTAN, mas às vezes no debate público, que se um avião russo, intencionalmente ou não, entrar no espaço aéreo da OTAN, ele deve ser abatido de qualquer maneira. Não concordo com isso. Acho que é preciso ter certeza absoluta de que o avião representa uma ameaça ou não", disse Rutte aos repórteres antes de uma reunião dos ministros da defesa aliados para discutir a resposta a tais incidentes.

De qualquer forma, ele enfatizou que, se a aeronave representar uma ameaça, a OTAN pode fazer "tudo o que for necessário" para garantir que a ameaça seja repelida e não se concretize. "Mas se não representar uma ameaça, a OTAN é muito mais forte do que a Rússia. Somos infinitamente mais capazes", disse ele.

Essas declarações ocorrem no momento em que a OTAN debate o fortalecimento de suas defesas do flanco leste contra incursões russas no espaço aéreo aliado, tendo lançado a Operação Sentinela Oriental no verão para combater esses incidentes com a capacidade de "eliminar ameaças" de drones e veículos aéreos não tripulados.

"Acreditamos na OTAN e acreditamos que a missão de patrulha aérea do Báltico provou ser muito valiosa", disse o ministro da Defesa da Estônia, Hanno Pevkur, sobre a resposta aliada a incursões, como a que a Estônia sofreu em setembro, quando dois caças russos sobrevoaram seu território por 12 minutos.

No entanto, o ministro do Báltico também pediu atenção à ameaça representada pelos drones e outros elementos da "guerra híbrida" russa.

HARMONIZAÇÃO DE PROTOCOLOS E REGRAS DE ENGAJAMENTO

Sobre o debate a respeito da flexibilização dos protocolos e do levantamento de certas restrições nacionais para que haja as mesmas regras de engajamento para os caças que violam o espaço aéreo aliado, já que o Comandante Supremo Aliado da OTAN (SACEUR) Alexus Grynkewich está trabalhando para harmonizar as regras, o Ministro da Defesa holandês Ruben Brekelmans insistiu que quando um caça F-35 está no ar "é preciso garantir que todos tenham muita clareza sobre as regras e as regras de engajamento".

"Apoiamos os esforços para garantir que essas regras sejam harmonizadas e que tenhamos um conjunto de regras", disse o ministro holandês.

"As regras de engajamento da Suécia têm sido muito claras desde 1983: se alguém incursionar em nosso espaço aéreo, nós defenderemos o território sueco", disse o ministro da Defesa sueco, Pal Jonson, que indicou que "há espaço para melhorias" na OTAN e defendeu o trabalho do Comandante Supremo Aliado.

Na mesma linha, o representante da Finlândia, Antti Hakkanen, destacou que o país tem autoridade suficiente para "usar a força se necessário", embora tenha explicado que ainda há burocracia pela frente para concluir a integração de seus sistemas com os da OTAN.

O ministro da defesa da Lituânia, Dovile Sakaliene, foi mais rigoroso, pedindo uma mensagem forte de defesa do espaço aéreo e a eliminação das restrições que impedem uma resposta rápida às ameaças. "Espero que todos garantam que as exceções que nos impedem de ter uma reação rápida sejam removidas. Ninguém pode ter tempo no céu para negociações políticas", resumiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado