BRUXELAS 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos e a Europa estão trabalhando em um modelo de garantias de segurança para dissuadir o presidente russo, Vladimir Putin, de futuras agressões, destacando que o principal na primeira fase será apoiar o exército ucraniano e que o objetivo é não repetir os erros do Memorando de Budapeste ou dos acordos de Minsk.
Em uma viagem a Kiev para se reunir com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na véspera do dia nacional da Ucrânia, o chefe político da OTAN saudou o fato de os Estados Unidos terem confirmado seu envolvimento em futuras garantias de segurança para a Ucrânia. "Fortes garantias de segurança serão essenciais, e é isso que estamos tentando definir agora", enfatizou.
Ele enfatizou a importância de os americanos e europeus, juntamente com a Ucrânia, trabalharem juntos para fornecer segurança a Kiev assim que o cessar-fogo no conflito for alcançado. Essa medida, segundo ele, servirá para fortalecer Zelenski nas conversas bilaterais com Putin e garantir que Moscou esteja comprometida com um possível acordo e não tente retomar o território ucraniano.
Em relação ao apoio contínuo da OTAN, ele enfatizou que os aliados já contribuíram com US$ 1,5 bilhão para a iniciativa Priority Ukraine Requirements List (PURL), que a OTAN está coordenando após o acordo com a Casa Branca para manter o fornecimento de munição, mísseis e defesas antiaéreas para a Ucrânia, financiado pelos aliados europeus.
O PRIMEIRO NÍVEL SERÁ O MILITAR UCRANIANO
Para Rutte, o primeiro nível de garantias de segurança deve se basear no apoio às Forças Armadas ucranianas para que elas "sejam tão fortes quanto possível" para defender o país. Em uma segunda fase, as garantias de segurança "fornecidas pela Europa e pelos Estados Unidos" entrarão em ação, disse ele, sem oferecer mais detalhes sobre como o modelo de segurança funcionará.
O ex-primeiro-ministro holandês reconheceu que o Memorando de Budapeste e os acordos de Minsk não forneceram tais garantias de segurança para a Ucrânia e disse que os aliados da OTAN "sabem claramente o que não deve acontecer".
ZELENSKI CONSIDERA "CRUCIAL" QUE OS EUA PARTICIPEM DAS GARANTIAS DE SEGURANÇA
Zelenski saudou a iniciativa do governo dos EUA de apoiar as garantias de segurança, alertando que, sem Washington, seria quase impossível elaborar um formato de segurança pós-guerra para a Ucrânia.
"A unidade entre a Europa e os Estados Unidos é crucial, é muito importante, e esse foi um sinal importante que foi percebido durante nossas reuniões", disse o líder ucraniano, depois de iniciar a semana com uma reunião na Casa Branca acompanhado por Rutte e pelos líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Finlândia, bem como pela presidente da UE, Ursula von der Leyen.
Embora reconheça que ainda há muitas incógnitas no ar sobre como a guerra na Ucrânia terminará, Zelenski afirmou que a situação de Kiev está "muito melhor" do que há uma ou duas semanas.
"Essa unidade em Washington aconteceu. Por enquanto é política, sim, apenas os primeiros passos estão sendo dados, onde nossas equipes estão trabalhando em garantias de segurança, mas foi um sinal muito importante dos EUA e do presidente", disse ele.
Em relação à reunião cara a cara com Putin, o líder ucraniano indicou que esse encontro é "um dos elementos para acabar com a guerra", mas insistiu que o que conta é a vontade real de Moscou de pôr fim à agressão. Nesse sentido, ele lamentou que o Kremlin continue adiando o fim da guerra, e é por isso que a Ucrânia, em união com os Estados Unidos e a Europa, deve "reduzir a margem de manobra" dos russos para prolongar o conflito.
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