BRUXELAS 1 ago. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, saudou na sexta-feira a iniciativa da Alemanha de entregar duas baterias Patriot adicionais à Ucrânia como parte do acordo com os Estados Unidos para comprar e vender equipamentos norte-americanos a serem disponibilizados para Kiev.
Em uma mensagem nas mídias sociais, Rutte destacou a liderança da Alemanha no apoio à Ucrânia e chamou a decisão de "ótima notícia". "Isso ajudará a garantir que a Ucrânia possa defender seu espaço aéreo, proteger sua população e impedir a agressão russa", disse o chefe político da OTAN após o anúncio, que ocorre em meio a uma série de ataques russos a cidades ucranianas.
O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, anunciou o envio de dois sistemas antiaéreos, além dos três já utilizados pela Alemanha durante a guerra, uma medida na qual ele destacou o "compromisso" dos Estados Unidos.
Essa assistência faz parte da iniciativa liderada por Berlim de comprar armas de Washington, incluindo baterias antiaéreas Patriot e interceptores, e depois fornecê-las à Ucrânia, uma forma de a OTAN compensar a redução da ajuda militar dos EUA à Ucrânia.
Juntamente com a Alemanha, outros aliados, como Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Canadá, Holanda e Finlândia, manifestaram interesse em participar desse plano, como o próprio Rutte confirmou em sua viagem aos EUA em meados de julho para se reunir com Donald Trump.
Embora não tenha falado sobre números específicos, o líder da OTAN se referiu à elaboração de pacotes de ajuda militar que incluem mísseis e munições "em grande quantidade", mas também sistemas de defesa antiaérea.
A OTAN desempenhará um papel no fornecimento desse armamento que os aliados europeus adquirem dos Estados Unidos por meio da missão de assistência e treinamento da Aliança Atlântica com a Ucrânia, a NSATU.
Dessa forma, ela manterá o papel de coordenação que assumiu há um ano, após a cúpula de líderes de Washington, para centralizar a ajuda militar à Ucrânia, embora isso dependa, em última instância, das contribuições e compras dos aliados europeus.
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