Publicado 03/02/2026 11:11

Rutte critica a falta de seriedade da Rússia ao atacar Kiev enquanto negocia a paz

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, dirige-se ao Parlamento ucraniano, a Rada Suprema.
OTAN

O chefe da Aliança Atlântica visita a Ucrânia após novos ataques russos contra instalações energéticas durante a noite BRUXELAS 3 fev. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, lamentou a falta de seriedade que, em sua opinião, a Rússia demonstra com seus bombardeios a infraestruturas críticas da Ucrânia, enquanto negocia ao mesmo tempo em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) um acordo de paz tripartido com Washington e Kiev.

Foi o que afirmou na terça-feira o chefe da Aliança Atlântica em uma declaração perante a Rada Suprema, o Parlamento da Ucrânia, em uma viagem a Kiev que não havia sido anunciada previamente. Precisamente nesta madrugada, a Rússia lançou um novo ataque contra instalações energéticas do país liderado por Volodimir Zelenski, em meio a contatos trilaterais para chegar a um acordo de paz.

“O presidente (Donald) Trump e sua equipe estão decididos a deter o derramamento de sangue, com o apoio dos aliados dos Estados Unidos, e está claro que a Ucrânia está comprometida. Já estão em andamento conversas diretas, e isso é um avanço importante. Mas ataques russos como os de ontem à noite não demonstram seriedade em relação à paz”, condenou.

Rutte, que reafirmou que “a OTAN está com a Ucrânia”, garantiu que, embora “outros acontecimentos globais” tenham gerado “preocupação”, a atenção da Aliança Atlântica “não se desviou” e pôr fim à invasão russa continua a ser “essencial” para a aliança e para Kiev.

GARANTIAS DE UMA PAZ “DURADOURA” Depois de lembrar aos parlamentares ucranianos todos os esforços de fornecimento de armamento realizados pelos Estados da OTAN até o momento e também os que virão, ele destacou a necessidade de avançar em um acordo de paz e “pôr fim a esta guerra”, garantindo também uma paz que “seja duradoura”.

“Mas não se trata apenas do presente e de manter a sua capacidade de pôr fim a esta guerra. Trata-se também do futuro e de garantir que qualquer paz seja duradoura. Para que os seus filhos e netos possam crescer em liberdade e sem o medo de que a Rússia volte a tentar subjugar esta grande nação”, explicou.

Para isso, “a Ucrânia precisa de garantias sólidas de segurança”, o principal tema de debate abordado durante a reunião da Coalizão de Voluntários em 6 de janeiro, em Paris. Assim, ele citou como exemplo o envio de tropas anunciado por alguns países europeus ou a disposição dos Estados Unidos de agir “como apoio” diante de um possível ataque russo no futuro.

“As garantias de segurança devem ser sólidas, e isso é crucial, porque sabemos que chegar a um acordo para pôr fim a esta terrível guerra exigirá decisões difíceis. A Ucrânia precisa saber com absoluta certeza que, independentemente dos sacrifícios feitos, das vidas perdidas e da devastação sofrida, não há risco de que tudo isso se repita”, acrescentou.

Na opinião do secretário-geral da OTAN, os ucranianos “precisam saber que esta paz será duradoura” não “porque os papéis serão assinados”, mas sim “porque há um poder real que a respalda”. Ele destacou que “com razão” a Ucrânia não quer outro Memorando de Budapeste nem outro Acordo de Minsk, que não dissuadam Moscou de invadir novamente seu país.

O ex-primeiro-ministro holandês terminou a sua intervenção perante a Rada Suprema insistindo que “a OTAN continua ao lado da Ucrânia e continuará a estar nos próximos anos”, e enviando uma mensagem de encorajamento: “Sei que o inverno é frio, mas a primavera chegará. Mantenham-se fortes. Sei que o farão”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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