BRUXELAS, 1 jul. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia “continua sendo indispensável”, apesar de o país ter deixado de doar armamento militar a Kiev em 2025, e considerou “justo” que sejam os países europeus e o Canadá a comprar equipamentos norte-americanos para, posteriormente, repassá-los ao país liderado por Volodimir Zelenski.
“Os Estados Unidos continuam sendo indispensáveis para a defesa da Ucrânia. O fluxo de apoio essencial dos Estados Unidos à Ucrânia continua, financiado por canadenses e europeus, e acredito que isso seja justo”, afirmou o chefe da Aliança em uma coletiva de imprensa em Berlim, após se reunir com o chanceler alemão, Friedrich Merz, na véspera da cúpula da OTAN que será realizada na próxima semana em Ancara, na Turquia.
Rutte se referiu à chamada Lista de Necessidades Prioritárias da Ucrânia (ou PURL, na sigla em inglês), uma iniciativa da OTAN com o objetivo de que países europeus e o Canadá adquiram armamento norte-americano para a defesa militar da Ucrânia.
Na sua opinião, é justo que outros aliados adquiram equipamentos norte-americanos porque “somente os Estados Unidos podem produzir em grande escala” armamentos como interceptores para os sistemas de mísseis Patriot, que protegem as infraestruturas críticas e energéticas na Ucrânia, ou os centros urbanos das cidades ucranianas.
“A Europa está apoiando maciçamente a Ucrânia, com recursos financeiros, apoio e produção industrial de defesa”, acrescentou ele, após insistir que, apesar disso, Washington oferece um apoio “indispensável” à Ucrânia.
A RÚSSIA CONTINUARÁ SENDO UMA AMEAÇA APÓS A GUERRA
Por outro lado, o ex-primeiro-ministro da Holanda explicou que, durante sua reunião com Merz — da qual também participou o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius —, ambos concordaram com a necessidade de “manter a pressão sobre a Rússia”.
“Mesmo quando sua guerra contra a Ucrânia terminar, a Rússia continuará sendo uma ameaça de longo prazo para a segurança euro-atlântica. O cenário de segurança global é complexo e volátil”, acrescentou, citando como exemplo a tentativa do Irã de “manter a economia mundial refém” ao bloquear o estreito de Ormuz.
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