Ele afirma que Moscou busca “semear medo e terror”, mas adverte que a resposta dos aliados será aumentar o apoio à Ucrânia
BRUXELAS, 14 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, denunciou nesta segunda-feira a crescente “ousadia” da Rússia após o ataque de domingo contra um trem na Ucrânia, próximo à fronteira com a Polônia, o que, em sua opinião, evidencia o “desespero” do presidente russo, Vladimir Putin, com sua guerra contra Kiev e sua vontade de “semear medo e terror”.
“O que temos visto nas últimas semanas e meses, incluindo o incidente de ontem, demonstra mais uma vez que a Rússia está se tornando cada vez mais temerária enquanto continua sua terrível guerra contra a Ucrânia”, afirmou Rutte em coletiva de imprensa na sede da OTAN em Bruxelas, ao lado do primeiro-ministro da Eslovênia, Janez Jansa.
Especificamente, o chefe da Aliança Atlântica destacou que o ataque de domingo contra um trem ucraniano “próximo ao território da OTAN” demonstra mais uma vez “o desespero de Putin e também seu desejo de semear medo e terror”, por não conseguir avanços militares em sua invasão da Ucrânia.
Rutte advertiu, no entanto, que Moscou não conseguirá, com essas ações, reduzir o apoio ocidental a Kiev e garantiu que a reação dos aliados “sempre será mais apoio à Ucrânia”, pois “seja o que for que Putin acredite que vai conseguir com esses atos, ele não vai conseguir”.
Questionado sobre se a Aliança responderá à Rússia por seus ataques, ele respondeu que a resposta da OTAN não precisa ser necessariamente “equivalente”, citando como exemplo a reação dos aliados aos incidentes contra cabos submarinos no Mar Báltico, que levou ao lançamento da missão “Baltic Sentry” e a um aumento das ações contra a chamada “frota fantasma” russa para “impor custos” a Moscou.
Além disso, ele advertiu Putin de que, se continuar com esse tipo de ação, os aliados não apenas manterão suas opções de resposta, “algumas visíveis e outras não”, mas continuarão reforçando a ajuda militar a Kiev. “Continuaremos apoiando a Ucrânia. E será mais, não menos”, ressaltou Rutte, destacando os novos compromissos anunciados pelos aliados para garantir que as forças ucranianas possam continuar lutando.
Assim, ele garantiu que a OTAN dispõe de “tudo” o necessário para responder às ameaças híbridas russas, embora tenha insistido que a resposta “mais importante” passa por garantir que a Ucrânia conte com os meios necessários para continuar enfrentando a invasão russa.
ATAQUE PERTO DA POLÔNIA
O ataque ocorreu neste domingo na região ucraniana de Volin, onde um drone russo colidiu com a locomotiva de um trem de passageiros que fazia o trajeto entre Kiev e Varsóvia, a cerca de dois quilômetros da fronteira com a Polônia. No comboio viajavam 206 pessoas, embora não tenham sido registrados feridos.
No trem imediatamente anterior viajavam os ex-primeiros-ministros do Reino Unido, Boris Johnson, e da Suécia, Carl Bildt, juntamente com outros representantes europeus que voltavam de uma conferência de segurança realizada em Kiev. As autoridades ucranianas denunciaram que o ataque foi “deliberado”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático