Publicado 26/01/2026 13:21

Rutte concordou com Trump em “duas linhas de trabalho” para aumentar a presença da OTAN no Ártico e diminuir a da China e da Rússia.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, dirige-se à Comissão dos Assuntos Externos (AFET) e à Comissão da Segurança e Defesa (SEDE) do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
NATO

Os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia continuarão suas conversações a três, mas sem a participação da Aliança Atlântica BRUXELAS 26 jan. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, revelou nesta segunda-feira que acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciar “duas linhas de trabalho” simultâneas sobre a segurança na Groenlândia: a primeira para que a OTAN assuma mais responsabilidade na defesa do Ártico e a segunda para evitar que a Rússia e a China tenham maior presença na ilha pertencente à Dinamarca.

Durante sua intervenção nesta segunda-feira nas comissões de Relações Exteriores e de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu, o ex-primeiro-ministro holandês especificou quais assuntos negociou com o inquilino da Casa Branca para que este retirasse sua ameaça de tarifas a oito países europeus por participarem de manobras militares na ilha do Ártico.

A reunião da semana passada, que foi “a antecâmara” de “muitas ligações telefônicas”, segundo Rutte, culminou com um acordo para estabelecer “dois eixos de trabalho para o futuro”, embora apenas um deles conte com a presença da própria Aliança Atlântica.

Trata-se de um compromisso para que a OTAN assuma “mais responsabilidade na defesa do Ártico”, dado que há oito países na região, sete membros da aliança, entre eles Estados Unidos, Canadá, Dinamarca e Islândia, e um oitavo que é a Rússia.

“Portanto, um eixo de trabalho será ver como, da melhor maneira coletiva, podemos evitar que os russos e os chineses obtenham mais acesso ao Ártico, tornando-se também um adversário mais militar lá, e como evitar que obtenham acesso à economia lá”, afirmou. CONVERSAS ENTRE OS EUA, A DINAMARCA E A GROENLÂNDIA

O segundo eixo de trabalho, detalhou Rutte, é continuar as conversas tripartidas iniciadas em Washington há duas semanas entre os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o vice-presidente americano JD Vance.

Sem aprofundar o que será discutido nesse diálogo, Rutte apontou que de sua reunião com Trump surgiram “pelo menos duas questões a serem abordadas”: “A primeira é a Rússia, a segunda é a China. Como evitar que esses dois países obtenham acesso em termos militares ou econômicos”.

No entanto, o secretário-geral da OTAN indicou que não estará envolvido nessa linha de trabalho, pois “cabe aos dinamarqueses, à Groenlândia e aos Estados Unidos fazê-lo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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