BRUXELAS, 30 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, comemorou o plano de gastos militares apresentado nesta terça-feira pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que elevará o país a 4,2% do PIB em investimentos militares, próximo aos 5% comprometidos no ano passado na cúpula da OTAN.
Em uma mensagem nas redes sociais, o chefe da Aliança Atlântica destacou que acolhe “com satisfação” o Plano de Investimento em Defesa britânico, argumentando que “uma defesa britânica mais forte” torna toda a OTAN mais segura.
“Este é um passo positivo rumo ao cumprimento da meta de 3,5% do PIB em defesa acordada em Haia no ano passado. Os gastos com defesa e a produção serão um ponto importante da cúpula da OTAN na próxima semana”, acrescentou, referindo-se ao encontro que reunirá, na próxima semana, chefes de Estado e de Governo da Aliança na capital da Turquia, Ancara.
Nesta segunda-feira, Rutte e Starmer mantiveram uma reunião em Downing Street, na qual ambos discutiram as prioridades da Cúpula da OTAN em Ancara e “a importância de aumentar os gastos com defesa, produção e inovação”, bem como de oferecer um apoio “firme e sustentado” à Ucrânia.
MAIS 17.000 MILHÕES DE EUROS EM DEFESA
Nesse sentido, o primeiro-ministro britânico apresentou nesta terça-feira o tão aguardado plano de gastos militares, com o qual espera elevar em mais de 15.000 milhões de libras (mais de 17.000 milhões de euros) os gastos com defesa, levando o Reino Unido a atingir 4,2% do PIB em investimentos militares, próximo aos 5% comprometidos no ano passado na cúpula da OTAN.
O plano de Starmer, que deixará o cargo no verão após anunciar sua renúncia, pressionado por tensões internas no Partido Trabalhista, representará 300.000 milhões de libras (cerca de 348.290 milhões de euros) nos próximos quatro anos em gastos para apoiar as Forças Armadas e reforçar a segurança nacional.
Isso significará que os gastos estritamente militares atingirão 2,7% do PIB em 2029 e permitirão chegar a 3% na próxima legislatura. Somando as rubricas de infraestruturas críticas, indústria de defesa e segurança energética que a OTAN contabiliza dentro da nova meta aliada, o esforço total britânico ascenderia a 4,2% do PIB.
Vale lembrar que o compromisso alcançado pelos aliados na cúpula da OTAN em Haia estabelece que os países deverão destinar 5% do PIB à defesa até 2035, uma meta que se divide em 3,5% de gastos militares puros e 1,5% em investimentos relacionados à segurança.
O primeiro-ministro cessante do Reino Unido apresentou o plano em um evento no qual revelou um programa que seu governo pretendia lançar antes da cúpula de líderes da OTAN em Ancara, na próxima semana, e que vem precedido de polêmica devido às divergências com o ex-ministro da Defesa John Healy, que o levaram a apresentar sua renúncia.
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