Europa Press/Contacto/Danylo Antoniuk
BRUXELAS 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, alertou nesta quarta-feira que a Aliança Atlântica não é “ingênua” diante da ajuda militar que a China está oferecendo à Rússia em vista da invasão da Ucrânia, acrescentando que os aliados continuam acompanhando “de perto” cada um dos movimentos dos parceiros de Moscou.
Ele afirmou isso ao ser questionado em uma coletiva de imprensa na sede da OTAN sobre informações dos serviços de inteligência da União Europeia (UE) que confirmam que a China treinou soldados russos, alguns dos quais foram posteriormente enviados para a linha de frente na Ucrânia.
“Estamos constantemente tentando acompanhar exatamente o que a China está fazendo. É claro que já sabemos que a Rússia não está sozinha, que recebe apoio vital da Coreia do Norte, da China e do Irã, e que esses quatro países estão intimamente unidos”, afirmou o chefe da OTAN, acrescentando que sabe que “existem acordos mútuos” sobre “quem faz o quê pelo outro” e “o que recebe em troca”, mesmo que não estejam formalizados por escrito.
Dessa forma, ele citou como exemplo o caso da Coreia do Norte, que está recebendo tecnologia balística dos russos em troca de seu apoio ao esforço bélico na Ucrânia. Quanto à China, sabe-se do apoio de Pequim a Moscou em relação às sanções, aos bens de dupla utilização e também às informações divulgadas pelo Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE).
“Não somos ingênuos, acompanhamos tudo com precisão. Não posso dizer mais nada neste momento, mas podem ter certeza de que acompanhamos cada passo”, concluiu o ex-primeiro-ministro da Holanda.
As declarações de Rutte ocorrem depois que, na última sexta-feira, os serviços de inteligência da União Europeia confirmaram que a China treinou “centenas” de soldados russos em várias instalações em seu território, alguns dos quais acabaram combatendo na invasão da Ucrânia, “contra os interesses coletivos” da União Europeia.
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