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Ele destaca que a mudança nos “padrões meteorológicos” está abrindo “novas rotas marítimas” que estão sendo aproveitadas pela Rússia e pela China BRUXELAS 12 jan. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu nesta segunda-feira que a defesa da região do Ártico é “uma prioridade” para a Aliança Atlântica e detalhou que os Estados-membros estão debatendo os “próximos passos” para que o Ártico, e portanto a Groenlândia, “continuem seguros”.
“Temos que trabalhar juntos para garantir que o Ártico continue seguro. E atualmente estamos discutindo os próximos passos sobre como garantir que demos um acompanhamento prático a essas discussões para garantir que façamos tudo de forma coletiva e através de nossos aliados individuais para garantir que o Ártico continue seguro”, afirmou Rutte.
Ele fez essa afirmação em uma coletiva de imprensa conjunta em Zagreb com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenkovic, na qual o ex-primeiro-ministro holandês insistiu que “todos os aliados concordam com a importância do Ártico” porque sabem que, com a abertura das rotas marítimas, “existe o risco de que russos e chineses se tornem mais ativos”.
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Rutte lembrou que há oito países que se enquadram na região do Ártico, dos quais sete fazem parte da OTAN, incluindo os Estados Unidos e o Canadá, bem como outros cinco países europeus, como a Dinamarca (através da Groenlândia), Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia.
O outro país é a Rússia, embora a China — aos olhos da Aliança Atlântica — “tenha se tornado uma espécie de país ártico” devido ao “volume de suas atividades e seu interesse na região”. Esse fato “já levou a alguns debates no ano passado” no seio da OTAN, que culminaram “com muito sucesso”, segundo explicou seu secretário-geral.
Rutte acrescentou que todos os países da OTAN estão observando que, “por meio das mudanças nos padrões meteorológicos” — o derretimento das geleiras —, novas rotas marítimas estão se abrindo no Ártico. “Temos que garantir que faremos tudo para proteger essa região. É uma parte vital do território da OTAN”, afirmou.
“É exatamente por isso que, no passado, a OTAN não estava tão envolvida quando se tratava do Ártico. Mas, desde 2025, a pedido dos sete aliados do Alto Norte que fazem fronteira com o Ártico, a OTAN se envolveu mais”, acrescentou, enfatizando que “a defesa coletiva” da região “é crucial”.
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