Publicado 03/06/2026 13:15

Rutte afirma que continuam chegando à Ucrânia mísseis antiaéreos “todos os dias e todas as semanas”, apesar da guerra no Irã

Afirma que os EUA “fazem o que podem” para fornecer mísseis Patriot a Kiev e alerta os jovens russos de que estão sendo enganados para irem para a linha de frente

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, em Kiev
OTAN

BRUXELAS, 3 jun. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, garantiu nesta quarta-feira que os interceptores de mísseis continuam chegando à Ucrânia “todos os dias e todas as semanas”, e defendeu que os Estados Unidos “fazem tudo o que podem” para manter o fornecimento de sistemas Patriot a Kiev, apesar do aumento da demanda gerado pela guerra no Oriente Médio.

Isso foi afirmado em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, após ter comparecido de surpresa à capital do país junto com os embaixadores dos 32 Estados-membros da organização, um dia após uma onda de ataques russos contra a Ucrânia com 70 mísseis e 650 drones, que deixaram pelo menos 23 mortos e mais de cem feridos.

"O fluxo (de antimísseis) continua dos Estados Unidos para a Ucrânia, todos os dias, todas as semanas, com esses interceptores cruciais para garantir que os ataques russos contra infraestruturas civis e civis inocentes neste país possam ser neutralizados em muitos casos", detalhou o chefe da OTAN, ao ser questionado se a entrega de sistemas Patriot a Kiev poderia estar em risco devido à guerra no Irã.

Da mesma forma, ele saiu em defesa de Washington diante das dúvidas de alguns aliados sobre a continuidade do apoio americano. “Quero defender aqui os Estados Unidos. Acredito, com base em todas as evidências que tenho, que eles estão fazendo tudo o que podem em termos de entrega de mísseis PAC-3 e PAC-2 Patriot à Ucrânia", afirmou, acrescentando que o fornecimento de inteligência crítica dos EUA a Kiev também se mantém.

Rutte revelou ainda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria pressionado os fabricantes de armamento a quadruplicar sua produção global de material de defesa. “Encontrei-me com um desses diretores executivos após uma reunião na Casa Branca. Ele ainda estava tremendo”, brincou Rutte, sem especificar o nome da empresa nem do executivo.

AVISO AOS JOVENS RUSSOS

O chefe da Aliança aproveitou sua intervenção para se dirigir diretamente aos jovens russos recrutados para combater na Ucrânia, lembrando que as baixas russas durante a invasão da Ucrânia são consideráveis, já que chegam a “mais de 30.000 por mês”.

“Isso significa que eles perdem mais homens em um mês do que a União Soviética perdeu em 10 anos durante a década de 1980 no Afeganistão. Números absolutamente assustadores”, detalhou ele, para em seguida dizer aos jovens russos que estão sendo “enganados” e que, se se juntarem à linha de frente, “não receberão treinamento” nem equipamento de qualidade suficiente, sendo que as probabilidades de morrer ou ficar ferido “são muito elevadas”.

“O mais provável é que, se você for ferido, eles o deixem sofrer na lama até morrer”, acrescentou Rutte, que ressaltou que essas advertências fazem parte da pressão que a OTAN e seus aliados mantêm sobre Moscou para que se sente à mesa de negociações e ponha fim a “esta guerra terrível” que, em sua opinião, a Rússia iniciou há mais de quatro anos e da qual, “tragicamente, não dá sinais de querer parar”, como demonstram os ataques dos últimos dias contra Kiev e outras cidades ucranianas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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