Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, destacou nesta sexta-feira que Moscou vê “sinais de crise” em alianças ocidentais como a OTAN e a União Europeia, insistindo que essa perspectiva de crise não deve ser estendida a outros atores e regiões do cenário internacional.
“Observamos sinais de crise tanto na Aliança do Atlântico Norte quanto na União Europeia”, afirmou Lavrov em declarações divulgadas pela agência Tass, após se reunir com o secretário-geral da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), Nurlan Yermekbayev, da qual fazem parte a Rússia e a China.
Assim, Lavrov ironizou que seus homólogos ocidentais buscam transferir essa abordagem para a Rússia e outros países do cenário internacional. “Nossos colegas ocidentais parecem acreditar que, como estão em crise, devem impor essa crise às associações não ocidentais”, indicou, em referência à suposta influência que, aos olhos de Moscou, o Ocidente busca exercer em outras regiões em tempos de turbulência.
Sem citá-lo, Lavrov fez assim referência às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país da Aliança Atlântica, o que gerou críticas de outros líderes da OTAN, como o presidente francês, Emmanuel Macron, que alertou que esse tipo de questionamento “esvazia de conteúdo” a organização.
Por sua vez, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, alertou sobre o “plano sonhado” pelo presidente russo, Vladimir Putin, com os ataques de Washington à OTAN e outras medidas tomadas pela Casa Branca, como o levantamento das sanções ao petróleo russo.
A OCS é a maior organização regional do mundo, em termos de alcance geográfico e população, cobrindo aproximadamente 80% da área da Eurásia e buscando a cooperação em matéria de segurança; embora seja vista como um contrapeso à OTAN, ela não se desenvolveu plenamente como um bloco militar.
APOIO A HAVANA
Nesta sexta-feira, em um evento separado, as autoridades russas reiteraram o apoio contínuo a Cuba diante do bloqueio energético imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início do ano, que foi levemente aliviado com a chegada de um petroleiro russo.
Moscou continuará a fornecer a assistência necessária a Havana, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Riabkov, em declarações à mesma agência.
“Tenho certeza de que muitos membros da comunidade global que promovem o multilateralismo e o restabelecimento da estabilidade internacional se solidarizam com Cuba neste período difícil”, indicou ele, para ressaltar que a Rússia está “comprometida em fornecer a assistência necessária a Havana” e que continuará oferecendo-a.
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