Europa Press/Contacto/Russian Defense Ministry
MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou na quarta-feira que trocaria 350 prisioneiros de guerra com a Ucrânia - 175 de cada lado - uma medida que o Kremlin já havia anunciado no dia anterior, após uma conversa telefônica entre o presidente Vladimir Putin e seu colega norte-americano Donald Trump sobre um possível acordo de paz na Ucrânia.
"Como resultado do processo de negociação, 175 militares russos foram devolvidos do território controlado pelo regime de Kiev. Em troca, como um gesto de boa vontade, 175 prisioneiros de guerra das Forças Armadas da Ucrânia e 22 prisioneiros de guerra gravemente feridos foram transferidos", disse ele.
O Ministério da Defesa russo disse em seu perfil oficial no Telegram que todos os militares russos libertados pela Ucrânia estão agora no território da Bielorrússia, onde estão recebendo cuidados médicos e psicológicos, e mais tarde serão transferidos para a Rússia, onde continuarão a receber cuidados médicos do Estado.
Por fim, o Ministério da Defesa da Rússia agradeceu às autoridades dos Emirados Árabes Unidos por seus "esforços de mediação humanitária durante o retorno dos militares russos do cativeiro". A Ucrânia, até o momento, não comentou o assunto.
Putin e Trump mantiveram uma conversa telefônica no dia anterior, após a qual o líder russo se mostrou aberto a interromper os ataques russos à infraestrutura de energia ucraniana por 30 dias, embora não tenha aceitado a iniciativa dos EUA para um cessar-fogo temporário, aprovado na semana passada pela Ucrânia.
Nessas conversas entre os líderes russo e norte-americano, foi discutida a possibilidade de uma troca de prisioneiros, embora não tenham sido fornecidos mais detalhes. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky enfatizou que, apesar dos contatos entre Washington e Moscou, o Kremlin não está pronto para a paz.
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