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MADRID 17 jan. (EUROPA PRESS) -
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou nesta sexta-feira um acordo de cessar-fogo temporário e local nas proximidades da central nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa e nas mãos das tropas russas desde março de 2022, para realizar os reparos necessários na última linha elétrica de reserva da instalação nuclear, fora de serviço devido aos ataques de 2 de janeiro.
“A AIEA continua trabalhando em estreita colaboração com ambas as partes para garantir a segurança na usina nuclear de (Zaporizhia) e prevenir um acidente nuclear durante o conflito. Este cessar-fogo temporário, o quarto que negociamos, demonstra o papel indispensável que continuamos desempenhando”, afirmou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.
Uma equipe da AIEA partiu de Viena para supervisionar os trabalhos que começarão nos próximos dias. Os técnicos tentarão colocar em funcionamento a linha de 330 quilowatts, “danificada e desconectada”, que se conecta à linha principal de 750 quilowatts, a única da qual dependia após os ataques de janeiro.
Já esta semana, outra equipe de técnicos da agência avaliou as medidas adotadas pela usina para manter a segurança em momentos de condições meteorológicas adversas e confirmou a correta implementação das medidas de proteção contra o inverno para evitar o congelamento da água nos poços subterrâneos.
Da mesma forma, para evitar danos causados pelas temperaturas “gélidas”, os responsáveis pela usina controlarão a temperatura do aquecimento local para garantir o funcionamento correto dos geradores a diesel de emergência, necessários em caso de outro corte no fornecimento de energia elétrica.
Outras centrais, como a de Chernobyl, também sofreram cortes em algumas linhas elétricas nas últimas semanas devido à atividade militar na zona, “um facto que sublinha mais uma vez a importância de uma infraestrutura de rede elétrica fiável para a segurança nuclear”, afirmou Grossi.
Somente nos últimos sete dias, observadores da AIEA detectaram atividade militar nas cinco usinas nucleares da Ucrânia, incluindo fortes explosões nas proximidades. “A deterioração da rede elétrica da Ucrânia devido à atividade militar persistente tem implicações diretas para a segurança nuclear de suas instalações nucleares. A AIEA continuará avaliando prioritariamente a funcionalidade dessas subestações críticas", acrescentou. A Rússia e a Ucrânia se culpam mutuamente pelos bombardeios contra a infraestrutura de apoio da usina — controlada pelas tropas russas desde o início da guerra —, que ficou sem energia em 12 ocasiões desde fevereiro de 2022. Outro cessar-fogo temporário negociado pela AIEA em 30 de dezembro já permitiu que fossem feitas reparações nessa linha.
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