Publicado 08/01/2026 09:41

A Rússia rejeita tropas internacionais na Ucrânia e alerta que elas representam uma ameaça à segurança da Europa.

7 de janeiro de 2026, Ucrânia, Ucrânia, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy visitou a França, onde foi recebido pelo presidente francês Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, em Paris. Durante a visita, foi realizada uma cúpula da “Coalizão
Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE

MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) -

A Rússia rejeitou nesta quinta-feira o eventual envio de tropas internacionais à Ucrânia no âmbito das garantias vinculativas que a Coalizão de Voluntários, liderada pela França e pelo Reino Unido, acordou para reforçar Kiev após o fim da guerra, denunciando o “eixo de guerra” da Ucrânia e seus aliados e alertando que essa medida representa uma ameaça à própria segurança europeia.

“O Ministério das Relações Exteriores da Rússia adverte que o envio de unidades militares ocidentais, instalações militares, armazéns e outras infraestruturas em território ucraniano será considerado uma intervenção estrangeira que representa uma ameaça direta à segurança não só da Rússia, mas também de outros países europeus”, afirmou o comunicado da porta-voz do ministério russo, Maria Zajarova, alguns dias depois de os aliados da Ucrânia terem acordado a implantação no âmbito de uma futura Força Multinacional. De acordo com o comunicado, o acordo assinado pela França e pelo Reino Unido, no qual se comprometem a liderar a futura Força Multinacional na Ucrânia, “está muito longe de ser um acordo pacífico”.

“Não tem como objetivo alcançar uma paz e segurança duradouras, mas continuar a militarização, a escalada e a expansão do conflito”, criticou, insistindo que o elemento central das garantias é o envio de forças militares internacionais para o território ucraniano.

Moscou denunciou assim que o pacto da Coalizão de Voluntários implica continuar “a fusão” dos setores militar e industrial da Ucrânia e dos países da OTAN.

Assim, assinalou que as declarações “militaristas” das potências europeias e de Kiev as transformam num “eixo de guerra”. “Os planos dos seus participantes tornam-se cada vez mais perigosos e destrutivos para o futuro do continente europeu e dos seus habitantes”, insistiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Nesta terça-feira, o Reino Unido e a França comprometeram-se a liderar o envio de tropas internacionais para a Ucrânia, integradas na futura Força Multinacional. O acordo estabelece o uso da força para dissuadir novas agressões russas contra o país vizinho.

De acordo com a declaração de intenções assinada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, ambas as potências se comprometem a “desdobrar unidades”, juntamente com contingentes dos países que contribuírem para a eventual Força Multinacional em território ucraniano, “para apoiar as capacidades da Ucrânia de dissuadir terceiros países de realizar novos ataques contra seu território”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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