Europa Press/Contacto/Valery Sharifulin
MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, rejeitou os apelos por um cessar-fogo na Ucrânia que estão novamente sendo expressos em várias capitais europeias e advertiu que isso contradiz o que foi acordado pelos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, durante a cúpula realizada em agosto no Alasca.
Lavrov insistiu na ideia defendida pelo Kremlin durante toda a guerra de que um cessar-fogo ajudaria a Ucrânia a se rearmar e preparar novos ataques, citando como exemplo a sabotagem do gasoduto Nord Stream.
Ele também acusou líderes como o presidente francês Emmanuel Macron de pedir um cessar-fogo enquanto "defendia publicamente que ninguém seria capaz de limitar o fornecimento de armas ao regime de Kiev", relata a TASS.
"Ficou imediatamente claro por que esse cessar-fogo era necessário", ironizou o chefe da diplomacia russa, ressaltando que interromper o conflito "significaria esquecer as causas fundamentais" que explicam o início da invasão, que já dura mais de dois anos e meio.
Lavrov também enfatizou que a interrupção dos combates entraria em conflito com o que foi acordado pelo presidente Putin e Trump em suas "longas negociações" em Anchorage. "A Rússia não mudou sua posição em relação aos acordos firmados no Alasca", disse ele.
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