Publicado 26/04/2025 14:21

A Rússia reconhece pela primeira vez a presença de tropas norte-coreanas no contra-ataque de Kursk

MOSCOU, 26 de abril de 2025 -- Esta foto divulgada pelo site do Kremlin em 26 de abril de 2025 mostra o presidente russo Vladimir Putin ouvindo uma reunião do chefe do Estado-Maior russo Valery Gerasimov. Os militares russos concluíram a operação de
Europa Press/Contacto/Kremlin Press Office

MADRID 26 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades russas reconheceram pela primeira vez no sábado a participação de tropas norte-coreanas na contraofensiva contra as forças ucranianas que penetraram na região russa de Kursk, coincidindo com a declaração de vitória nesse contra-ataque.

"Uma nova página nos gloriosos anais da irmandade militar dos povos russo e coreano foi virada", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em uma coletiva de imprensa.

Zakharova destacou o trabalho dos "combatentes da DPRK", a República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte. "Eles ficaram lado a lado com os soldados russos na região de Kursk, mostrando sua força e heroísmo. Nunca nos esqueceremos de nossos amigos", disse ele.

A porta-voz argumentou que a presença das tropas norte-coreanas está coberta pelo Tratado de Parceria Estratégica Abrangente entre a Rússia e a Coreia do Norte, em vigor desde 4 de dezembro de 2024.

"Os soldados do Exército Popular da Coreia lutaram ombro a ombro, na mesma trincheira, e derramaram seu sangue ao lado de nossos soldados e oficiais na região de Kursk, dando uma importante contribuição para a libertação do solo russo dos ocupantes inimigos", ressaltou Zakharova.

Neste sábado, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Valeri Gerasimov, informou o presidente Vladimir Putin sobre a conclusão da contraofensiva com a captura da última localidade de Kursk controlada pelos ucranianos, Goman, e destacou o "alto profissionalismo" das tropas norte-coreanas.

"Também gostaria de destacar a participação na libertação das áreas fronteiriças da região de Kursk dos militares da RPDC, que, de acordo com o Tratado de Parceria Estratégica entre nossos países, prestaram assistência significativa na derrota das Forças Armadas ucranianas", explicou.

Os EUA e a Coreia do Sul estimam que Pyongyang enviou cerca de 11.000 militares para as linhas de frente para lutar ao lado das forças russas desde outubro.

"LIBERTAÇÃO" DE KURSK

Zakharova enfatizou que o dia 26 de abril marca o ponto culminante da "libertação" de Kursk com a "eliminação dos ocupantes Ukro-Bandera", uma referência ao histórico líder ucraniano pró-nazista Stepan Bandera.

De fato, Zakharova comparou a ofensiva ucraniana em Kursk à lançada pela Alemanha nazista contra o exército soviético na mesma área em 1943. "O regime de Kiev, seguindo os passos de seus ídolos ideológicos, também decidiu tentar o destino em agosto de 2024" com um ataque "com armas ocidentais e veículos blindados ocidentais" e "preparado e desenvolvido por assessores militares estrangeiros", disse Zakharova.

No entanto, as forças russas "não permitiram que os nazistas ucranianos penetrassem profundamente na região" e depois "a libertaram metro a metro".

Zakharova enfatizou que "depois da região de Kursk, todos os territórios da Federação Russa ainda sob o controle de Kiev, incluindo Donetsk, Lugansk, Zaporiyia e Kherson, serão libertados".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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