Vladimir Gerdo/TASS via ZUMA Pre / DPA - Arquivo
MADRID, 23 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reafirmou nesta quinta-feira o compromisso de Moscou com as propostas apresentadas pelos Estados Unidos durante a cúpula realizada em agosto de 2025 em Anchorage, no Alasca, para pôr fim à invasão russa da Ucrânia.
Ele expressou isso durante um encontro com seu homólogo norte-americano, Marco Rubio, à margem da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que está ocorrendo em Manila, capital das Filipinas. Lá, ele transmitiu a Rubio informações sobre a “situação real” na linha de frente e enfatizou que a Ucrânia recebe armamento de forma contínua.
Isso ocorre, conforme ele afirmou, como parte de uma “política desestabilizadora por parte de países europeus que pretendem infligir uma derrota estratégica à Rússia”, algo que o próprio Lavrov classificou como “inadmissível”, conforme divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.
Além disso, ele insistiu na importância de se alcançar uma solução política e diplomática para o conflito, que já se estende por mais de quatro anos, e defendeu a adesão da Rússia às “propostas apresentadas pela parte norte-americana durante o encontro entre os presidentes russo e norte-americano, Vladimir Putin e Donald Trump, respectivamente, em Anchorage, e às quais o líder russo deu seu aval”.
Lavrov e Rubio mantiveram uma “troca detalhada de opiniões sobre uma ampla gama de temas da agenda bilateral e internacional”, conforme consta no texto, que indica que as conversas também giraram em torno da situação no Irã e no Golfo Pérsico e da necessidade de “normalizar o funcionamento das missões diplomáticas da Rússia e dos Estados Unidos”.
As partes concordaram em dar continuidade aos contatos diplomáticos, especialmente no âmbito da participação de ambos os países em diversas organizações internacionais.
Desde o encontro em Anchorage, Putin tem enfatizado que a solução para o conflito na Ucrânia deve passar pelos acordos firmados com Trump durante essa reunião.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático