Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID, 26 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas reafirmaram nesta quinta-feira que continuarão a cooperar com o governo iraniano no desenvolvimento de seu programa nuclear "pacífico" e condenaram mais uma vez os recentes ataques dos Estados Unidos às instalações que Teerã possui para esses fins.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, defendeu a "legitimidade" dessa colaboração entre Moscou e Teerã, enfatizando que "ela nunca foi questionada por ninguém de forma alguma", mas que, pelo contrário, "foi apoiada por órgãos especializados do sistema da ONU".
Nesse sentido, Zakharova está confiante de que, ao longo de 2025, esse bom relacionamento continuará a se desenvolver de forma frutífera, com base nos acordos que ambos os países assinaram para esse e outros assuntos.
Zakharova também aproveitou a oportunidade para reprovar os EUA pelo uso de "força brutal para limitar os direitos legítimos do Irã" de desenvolver "um programa nuclear pacífico", de acordo com a Interfax.
Ela também se referiu à recente decisão do Irã de suspender a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e apoiou a versão de que a agência agiu de forma tendenciosa e pouco clara durante essa nova fase do conflito.
"A reputação da agência foi gravemente prejudicada", disse Zakharova, que acredita que a decisão do Irã foi motivada por "circunstâncias extraordinárias" provocadas pelos bombardeios dos EUA e de Israel no Oriente Médio.
"Esperamos que os graves danos causados pelos bombardeios dos EUA e de Israel à cooperação entre o Irã e a AIEA, bem como às atividades de verificação da agência, sejam reparados com o tempo", disse ela.
Zakharova pediu à comunidade internacional que compreenda essas circunstâncias e não faça "julgamentos precipitados e oportunistas", enfatizando que "o mais importante" é garantir a Teerã que nem suas instalações nem seu pessoal serão atacados novamente.
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