Annette Riedl/dpa - Arquivo
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
As forças de segurança da Rússia prenderam nesta quarta-feira, na península da Crimeia, dois cidadãos acusados de traição por supostamente terem realizado atividades de espionagem para os serviços de inteligência da Ucrânia em plena invasão russa, segundo informaram as autoridades.
Ambos foram apontados como suspeitos de terem coletado informações relacionadas a diversas unidades do Ministério da Defesa da Rússia e à localização de sistemas de defesa antiaérea na península da Crimeia, que foi anexada em 2014 por Moscou, conforme explicou o Serviço de Segurança (FSB) em um comunicado.
“Os detidos são dois residentes de Sebastopol e Krasnoperekopsk, respectivamente. Eles vinham trabalhando para a inteligência ucraniana de forma independente, mas foram detidos praticamente ao mesmo tempo”, afirma o comunicado, que indica que permanecerão dois meses sob custódia.
Nesse sentido, foi confirmado que, graças a essa prisão, foi possível interromper “a atividade ilegal desses dois cidadãos russos, nascidos em 1991 e 1996, suspeitos de coletar e repassar informações confidenciais ao inimigo” de forma “deliberada”. Para isso, ambos teriam se comunicado com terceiros por meio do Telegram para entregar essas informações.
“Os dois detidos foram acusados de violar o artigo 275 do Código Penal. Eles permanecerão sob custódia enquanto forem interrogados”, esclareceu o FSB, que destacou que eles podem ser condenados à prisão perpétua caso sejam considerados culpados. “Todos aqueles que decidirem ajudar o inimigo serão identificados, julgados e condenados adequadamente”, reforçou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático