-/Kremlin Press Office/dpa - Arquivo
MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas pediram nesta segunda-feira que se trate "com urgência" a violência no oeste da Síria diante das operações das novas forças de segurança contra milicianos leais ao ex-presidente Bashar al-Assad, em meio a denúncias de execução de quase mil civis, principalmente membros da minoria alauíta, nas mãos de agentes e grupos armados aliados a Damasco.
"Acreditamos que essa questão precisa ser tratada com urgência e, o mais importante, que essas manifestações de violência sejam eliminadas o mais rápido possível", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias russa Interfax.
Ele disse que essas eram "manifestações de violência que só podem gerar profunda preocupação". Essa preocupação é compartilhada por muitos países do mundo e por organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas", ressaltou, em vista das declarações que condenam esses incidentes nos últimos dias.
De acordo com dados publicados pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, mais de 970 civis foram executados no oeste da Síria nos últimos três dias, como parte da ofensiva lançada pelas forças de segurança das novas autoridades sírias contra grupos simpatizantes de al-Assad, deposto no início de dezembro após uma ofensiva de jihadistas e rebeldes.
O presidente de transição e líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), Ahmad al Shara, anunciou no domingo o lançamento de uma comissão nacional independente de inquérito, enquanto o porta-voz do Ministério da Defesa da Síria, Hassan Abdulghani, anunciou na segunda-feira o fim da operação nessas áreas do país.
Os massacres de centenas de alauítas provocaram condenação internacional, com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, culpando os "terroristas islâmicos radicais", "incluindo jihadistas estrangeiros", alinhados com as autoridades instaladas após a queda de al-Assad como resultado de uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pela HTS, considerada uma organização terrorista.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático