Publicado 28/10/2025 08:05

A Rússia pede à UE que não tome decisões "precipitadas" para evitar "problemas".

HANDOUT - 22 de outubro de 2025, Rússia, Moscou: O presidente russo Vladimir Putin conduz um exercício de forças nucleares estratégicas por meio de videoconferência a partir do Kremlin. Foto: -/Kremlin/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e somente se o cr
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Lavrov diz que a Rússia "não tem intenção" de atacar a UE e a OTAN

MADRID, 28 out. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin alertou a União Europeia para não tomar decisões "precipitadas" que possam representar um "problema", em um novo aviso antes das discussões sobre o uso potencial de ativos russos para ajudar economicamente a Ucrânia, um "roubo" aos olhos de Moscou.

Dias depois que os líderes do Conselho Europeu deram um primeiro passo para estabelecer as bases legais para a possível apreensão de tais ativos, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a UE parecia "pronta para tomar decisões precipitadas".

Moscou prevê que, "de uma forma ou de outra", tais medidas poderiam causar "muitas dores de cabeça e problemas para a UE", de acordo com agências oficiais. Peskov aludiu dessa forma tanto ao confisco de bens quanto à adesão da Ucrânia ao bloco da UE, para a qual não há um cronograma definido.

O governo russo vê as atividades da OTAN com igual desconfiança, como o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, reiterou na terça-feira na Conferência Internacional sobre Segurança Eurasiática em Minsk. "A expansão da OTAN não diminuiu nem por um momento, apesar das promessas feitas aos líderes soviéticos de que a aliança não se moveria para o leste", disse ele.

Essa expansão, de acordo com Lavrov, viola os compromissos da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que afirmam que "ninguém pode aumentar sua própria segurança às custas da segurança de outros ou aspirar ao domínio regional ou global".

O chefe da diplomacia russa afirmou que tanto a OTAN quanto a UE se recusam a aceitar que o Ocidente não é mais o pilar do mundo, o que seria "uma diferença fundamental" em relação à Rússia e seus parceiros. Lavrov argumentou que todos eles mantêm "estrito respeito pelos princípios de igualdade soberana e segurança".

Na verdade, ele acredita que "não é segredo" que os governos ocidentais já estão se preparando "para uma nova grande guerra europeia". "Dissemos repetidamente que não tivemos e não temos intenção de atacar nenhum dos atuais países membros da OTAN e da UE", enfatizou Lavrov.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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