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MADRID 23 ago. (EUROPA PRESS) -
O representante permanente da Rússia na ONU, Dmitry Polianski, pediu na sexta-feira uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre a explosão do gasoduto Nord Stream, após a prisão na Itália de um cidadão ucraniano suspeito de sabotar sua infraestrutura apenas alguns meses após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022.
"Em conexão com novas informações sobre a prisão de um suspeito de organizar ataques terroristas contra o Nord Stream em setembro de 2022, a Rússia solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU", anunciou o representante russo em um breve comunicado divulgado via Telegram, que ele acompanhou com um link para a notícia da prisão.
Com essa reunião, a delegação russa busca - entre outros objetivos - "chamar a atenção para os atrasos na investigação alemã e sua falta de transparência perante o Conselho de Segurança", segundo o próprio Polianski.
"A presidência panamenha do Conselho de Segurança agendou a reunião para as 16h, horário de Nova York (23h, horário de Moscou), no dia 26 de agosto", conclui o comunicado.
Essa solicitação ocorre depois que a promotoria alemã informou, na quinta-feira, a prisão de um cidadão ucraniano suspeito de coordenar a sabotagem contra os oleodutos Nord Stream em setembro de 2022, abrindo um novo episódio em uma invasão russa que apenas começou.
O ucraniano foi preso na quinta-feira pela polícia em Rimini, no leste da Itália, e deveria ser extraditado para a Alemanha, onde os dutos partem da Rússia e atravessam o Mar Báltico.
Em 26 de setembro de 2022, três das quatro linhas dos oleodutos Nord Stream 1 e 2 explodiram ao passar pelas águas do Mar Báltico, perto da ilha dinamarquesa de Bornholm e na costa da Suécia.
O Nord Stream 1 já havia sido usado para fornecer gás russo para a Alemanha, enquanto o Nord Stream 2 nunca foi colocado em operação após a invasão total da Ucrânia.
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