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MADRID 29 out. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas pediram nesta quarta-feira aos Estados Unidos que "respeitem a lei" quando realizarem atividades militares perto da Venezuela, em referência aos recentes ataques do exército norte-americano contra navios no Mar do Caribe.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, falando em uma coletiva de imprensa, enfatizou a importância das disputas "serem resolvidas de acordo com o direito internacional" e enfatizou que a Venezuela é "um país soberano".
"A Venezuela é um país soberano e, em qualquer caso, é necessário proceder levando em conta essa premissa e o fato de que tudo o que acontece ao seu redor deve estar em conformidade com o espírito do direito internacional e aderir à norma", disse ele, de acordo com a agência de notícias russa TASS.
As palavras de Peskov, que fazem parte da política internacional do Kremlin, foram proferidas depois que a Venezuela denunciou um "nível de ameaça sem precedentes" por parte dos EUA devido ao seu destacamento militar no Caribe.
Essa denúncia foi apresentada até mesmo ao secretário-geral da ONU, António Guterres, a quem Caracas pediu que solicitasse a Washington que pusesse fim a essas ações e respeitasse sua "integridade territorial e independência".
O presidente venezuelano Nicolás Maduro advertiu que o país está enfrentando a mais séria ameaça de "invasão" por parte dos Estados Unidos em um século, enquanto Washington acusa as autoridades venezuelanas de tomar medidas "insuficientes" para lidar com os cartéis e o tráfico de drogas para os EUA. O governo venezuelano protege seus ataques de sua política antidrogas e alega que tem como alvo os "narcobarcos" carregados de narcóticos que tentam chegar ao território americano.
Até o momento, a Marinha dos EUA enviou oito navios, um submarino e cerca de 10.000 soldados para áreas do Mar do Caribe, onde atacou um total de nove embarcações em águas internacionais.
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