Europa Press/Contacto/Sergei Bobylev
MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin fez um apelo nesta quarta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que deixe para trás sua "decepção" e "pressione" a parte ucraniana a estabelecer uma proposta para sentar-se novamente para negociar, embora tenha sustentado que Kiev considera as últimas declarações e manobras de Washington "como um sinal de guerra".
"Muitas declarações foram feitas, muita decepção foi expressa, mas, é claro, esperamos que, paralelamente, seja exercida pressão sobre o lado ucraniano", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
"Apelamos a todos para que o façam, neste caso, principalmente por meio da mediação dos Estados Unidos, do presidente Trump e de sua equipe", disse Peskov em uma coletiva de imprensa, informou a Interfax.
O porta-voz do presidente russo Vladimir Putin também observou que o lado ucraniano parece ter percebido esses últimos sinais de apoio "como um sinal de guerra" e não como um convite para negociar a paz, já que Kiev continua a não oferecer nenhuma data para um eventual terceiro diálogo direto com Moscou.
Peskov também se referiu à decisão do governo Trump de retomar o envio de armas para a Ucrânia. "É uma questão, é claro, que está no topo da agenda de notícias", reconheceu o porta-voz.
Nas últimas horas, o próprio presidente Trump informou que os primeiros mísseis Patriot já estão a caminho da Ucrânia, os quais, como ele reiterou em várias ocasiões, serão pagos pelos países da União Europeia.
"Isso é um negócio. Costumava haver entregas. Ninguém as impediu. A questão é quem paga por elas. Agora, alguns europeus pagarão por elas", disse Peskov, que criticou a Europa por sua "incompetência" em buscar um "militarismo desenfreado" ao custo não apenas da continuação da guerra, mas também do bem-estar de seus próprios cidadãos.
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