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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
A operadora nuclear russa Rosatom pediu nesta quinta-feira que se evitem ataques diretos contra a usina nuclear iraniana de Bushehr, construída pela Rússia, para evitar um desastre nuclear, dois dias depois que um projétil atingiu as proximidades do reator em meio à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o país asiático.
“Se ocorrer um incidente, este terá, no mínimo, escala regional e afetará um grande número de países do Oriente Médio”, afirmou o chefe da Rosatom, Alexei Lijachev, que ressaltou que “nenhuma das partes em conflito escapará à exposição à radiação se houver um acidente grave”.
Assim, ele sublinhou que “é preciso fazer todo o possível para evitar o risco (...) de que haja novamente ataques diretos contra a unidade operacional” e afirmou que tanto os Estados Unidos quanto Israel “possuem as coordenadas” das instalações, conforme informou a agência de notícias russa Interfax.
“Eles têm essas informações de forma muito precisa. Sabem onde fica a unidade operacional, onde fica a unidade em construção e onde há pessoas morando”, enfatizou Lijachev, depois que tanto Moscou quanto Teerã denunciaram o ataque, que causou a destruição de uma estrutura próxima ao reator, conforme confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O Irã confirmou em seu último balanço mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.
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