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Moscou culpou Kiev pelo abate por supostamente não ter fechado o espaço aéreo e ter coberto seus bombardeiros com aviões.
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou nesta terça-feira que "não reconhecerá a decisão do Conselho" da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) que culpa Moscou pela derrubada do voo MH17 na Ucrânia em 2014, no qual todos os 298 passageiros a bordo morreram.
As autoridades russas culparam o governo ucraniano em um comunicado, alegando que "as autoridades ucranianas se recusaram a fechar completamente o espaço aéreo sobre a zona de combate e usaram voos civis de passageiros para dar cobertura aos seus bombardeiros".
"A Rússia não estava envolvida no acidente do MH17, e as alegações da Holanda e da Austrália em contrário não são verdadeiras", diz a declaração no site do ministério.
Moscou expressou "suas mais profundas condolências às famílias das vítimas do desastre", mas denunciou que "o principal culpado pela tragédia é o regime de Kiev", que também acusou de lançar em 2014 "uma operação militar contra Donbas sob o falso pretexto de combater o terrorismo".
A Rússia lembrou que deixou de participar da investigação em 2024 por não ser "imparcial" e descreveu o Conselho da OACI como "um órgão puramente político que toma decisões com base em motivos oportunistas". Além disso, denunciou que "o Conselho ignorou completamente a presença de sistemas de defesa aérea ucranianos Buk na área do acidente e as marcas nos destroços do míssil que indicam sua origem ucraniana".
Apesar de sua rejeição à decisão da Organização da Aviação Civil Internacional, a Rússia insistiu que "continua comprometida (...) em estabelecer as verdadeiras causas do acidente aéreo".
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