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MADRID, 27 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas negaram nesta quinta-feira que tenham planos para um ataque contra a OTAN, em meio a especulações sobre o objetivo da visita surpresa realizada a Moscou pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, sobre a qual ambos os países minimizaram a importância e classificaram como contatos “rotineiros” entre seus serviços de inteligência.
“Nos últimos dias, estão sendo publicadas muitas histórias de terror que não têm nada a ver com a realidade nem com as intenções da Rússia”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, após reportagens do jornal norte-americano “The Wall Street Journal” sobre supostos planos de Moscou para um ataque nos próximos anos contra um país da OTAN.
Assim, ele reiterou que a Rússia dá continuidade à sua invasão da Ucrânia “para garantir sua segurança e seus interesses” e voltou a denunciar que Moscou “enfrenta uma política muito agressiva por parte de países europeus”, conforme divulgado pela agência de notícias russa Interfax. “Essa agressão vem de países europeus e qualquer argumento em contrário é uma distorção da realidade e uma falsidade”, concluiu.
As declarações do porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, foram feitas após os recentes contatos com Ratcliffe e depois que o ocupante da Casa Branca, Donald Trump, negou que o chefe da CIA tivesse viajado a Moscou para emitir uma advertência sobre os limites da OTAN, uma teoria que ganhou força à luz da viagem que o então diretor da agência, William Burns, realizou à Rússia alguns meses antes do início da invasão russa da Ucrânia.
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