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MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas minimizaram nesta quinta-feira a importância das mudanças realizadas recentemente no seio do governo da Ucrânia, entre elas a saída do até então ministro da Defesa, Mijailo Fedorov, que deixou o cargo após apenas seis meses devido a desentendimentos com o chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirski.
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, afirmou em uma coletiva de imprensa que “não importa quem esteja à frente do Ministério da Defesa ucraniano, pois o que realmente importa é que haja alguém capaz de tomar decisões que levem a um acordo pacífico” entre as partes.
“Não importa quem seja, mas sim que aja com a responsabilidade necessária para adotar as medidas que levem à conclusão da operação militar especial ou à obtenção de um acordo”, destacou ele, segundo informações coletadas pela agência de notícias TASS.
Assim, ele explicou que o Kremlin continuará “acompanhando todas as notícias relacionadas ao regime de Kiev, especialmente no contexto da operação especial”. “É claro que acompanhamos essas questões, como as reformas e as mudanças no Gabinete”, acrescentou.
“Estão ocorrendo algumas mudanças na estrutura do regime de Kiev, mas, para nós, nenhuma delas reveste importância fundamental. O importante para nós é resolver a situação e salvaguardar nossos próprios interesses”, ressaltou, antes de afirmar que as autoridades ucranianas estão “plenamente cientes das decisões que devem tomar para chegar a um acordo”.
“Em Kiev, sabem muito bem quais decisões devem ser tomadas. Para nós, é importante contar com pessoas assim lá. Quanto à solução do conflito ucraniano, a Rússia ainda não vê perspectivas de uma retomada imediata das negociações”, lamentou.
Nesse sentido, ele ressaltou que “não há perspectivas imediatas de retomar o processo de negociação; não as vemos”. “A Rússia mantém sua abertura ao processo de negociação em relação à situação em torno da Ucrânia e agradece à Turquia por sua disposição em continuar facilitando uma solução pacífica para o problema ucraniano”, concluiu.
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