Europa Press/Contacto/Sergei Fadeichev
MADRID 13 jul. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin voltou a lançar, nesta segunda-feira, acusações veladas sobre o envolvimento dos países bálticos nos recentes ataques com drones ucranianos em território russo e afirmou que não precisa comprovar isso com provas. “Sabemos tudo perfeitamente”, afirmou o porta-voz, Dimitri Peskov.
“Nossas Forças Armadas e nossos serviços especiais sabem de onde vêm as ameaças e como elas voam. Isso é de conhecimento geral, e não pretendemos provar nada a ninguém”, respondeu ele às perguntas feitas em coletiva de imprensa sobre a origem dos drones ucranianos que têm sobrevoado o espaço aéreo russo.
“Sabemos tudo perfeitamente. Ninguém deveria ter nenhuma dúvida”, concluiu Peskov, que descartou que, por enquanto, esteja entre as prioridades da Rússia apresentar provas de que vários desses ataques são lançados a partir dos países bálticos, conforme informa a agência de notícias Interfax.
À medida que os ataques ucranianos se intensificaram além da linha de frente, a Rússia vem alertando que alguns deles estariam sendo lançados a partir dos países bálticos, que, no meio de tudo isso, também viram vários desses projéteis caírem em seus territórios ou serem abatidos por caças.
Na Letônia, a questão chegou a tal ponto que custou o cargo ao ministro da Defesa, gerando uma crise no governo que resultou na renúncia da primeira-ministra, Evika Silina. Na Estônia, semanas atrás, um caça romeno que participa da missão de vigilância aérea da região liderada pela OTAN abateu um desses aparelhos perto da localidade de Kablakula.
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