Publicado 08/05/2026 10:22

A Rússia lamenta que Israel tenha impedido a chegada do navio com grãos devido a "pressões" da Ucrânia

RÚSSIA, MOSCOU - 13 DE ABRIL DE 2026: A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, participa de uma coletiva de imprensa do conselho científico da Sociedade Histórica Militar Russa intitulada “Genocídio do povo soviético:
Europa Press/Contacto/Mikhail Tereshchenko

MADRID 8 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades russas lamentaram nesta sexta-feira que Israel tenha negado, há alguns dias, o desembarque do navio russo “Panormitis” no porto de Haifa, em meio às acusações do governo ucraniano sobre o suposto grão roubado que ele transportava.

“De Moscou, lamentamos essa medida, tomada claramente sob pressão de Kiev”, que além disso rompe o compromisso de Israel com os acordos comerciais, declarou à imprensa a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, que classificou as acusações da Ucrânia como “absurdas e infundadas”.

Zakharova relatou que, no último dia 30 de abril, foi negada ao navio a permissão para atracar no porto de Haifa, no norte de Israel. O importador israelense, Tzentziper, sugeriu ao fornecedor que buscasse outro comprador sem dar mais detalhes, pelo que o “Panormitis” abandonou as águas territoriais israelenses.

Uma versão que contrasta com a sucinta explicação dada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, que na ocasião se limitou a indicar que o navio decidiu por conta própria sair das águas territoriais israelenses.

Zajarova criticou o governo da Ucrânia por ter recebido com satisfação o ocorrido e lembrou que esse tipo de manobra representa um risco à segurança alimentar de Israel, segundo informa o Ministério das Relações Exteriores russo.

Nas últimas semanas, as autoridades ucranianas voltaram a destacar os acordos comerciais envolvendo o suposto grão roubado durante a invasão que empresas russas mantinham com certos países, entre eles Egito, Turquia, Argélia ou Israel, com quem mantiveram nos últimos dias uma troca de acusações.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, e seu homólogo israelense, Gideon Saar, utilizaram as redes sociais na semana passada para resolver suas divergências, com o primeiro denunciando a suposta inércia de seu homólogo e das demais autoridades, enquanto este o repreendeu por não ter utilizado os canais oficiais adequados.

Enquanto Sibiga comemorava que esse navio russo não atracou, afinal, no porto israelense graças à pressão que a Ucrânia vinha exercendo, Saar questionou a veracidade de que se tratava de grãos roubados e criticou as “lacunas” da acusação apresentada pelas autoridades ucranianas.

A Ucrânia afirma que, desde o início da invasão da Rússia em fevereiro de 2022, foram exportadas mais de 1,7 milhão de toneladas de produtos agrícolas, com um valor total superior a 20 bilhões de hryvnias (cerca de 387 milhões de euros), a partir dos “territórios temporariamente ocupados”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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