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MADRID 11 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas declararam nesta sexta-feira a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, como organização “indesejável”, o que a levou a integrar a lista de entidades estrangeiras proibidas no país, fazendo com que qualquer pessoa ligada à instituição esteja sujeita a sofrer consequências penais.
A medida foi tomada pelo Ministério da Justiça do país, após uma decisão da Procuradoria-Geral, conforme informou o jornal “The Moscow Times”, que não forneceu mais detalhes a respeito.
Com essa nova designação, a lista do governo russo já conta com 19 universidades em suas páginas, entre as quais se encontra também a Universidade de Yale, de um total de mais de 200 organizações estrangeiras, incluindo — entre outras — o British Council ou a Anistia Internacional, como parte de uma ampla campanha de repressão contra a influência e as ideias provenientes do exterior desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia em 2022.
De acordo com a legislação russa, quem estiver associado a uma organização considerada “indesejável” — inclusive estudantes — pode enfrentar penas de até quatro anos de prisão, enquanto os organizadores estão sujeitos a condenações de até seis anos.
O Kremlin também tem recorrido repetidamente à sua lei de “agentes estrangeiros” para limitar as críticas contra si, obrigando mais de 1.000 pessoas e organizações a cumprir normas exigentes de transparência e a identificar seu trabalho como agente estrangeiro.
Destaca-se o caso da Universidade de Yale, que foi classificada como “indesejável” em julho passado. Nessa ocasião, lembra a agência de notícias russa Tass, a Procuradoria Geral sustentou que as atividades da instituição, localizada em Connecticut, visavam atentar contra a integridade territorial da Rússia. No início deste ano, a Universidade da Califórnia, em Berkeley, e a Universidade de Tufts, juntamente com sua Escola Fletcher de Direito e Diplomacia, foram incluídas na lista, de acordo com a mesma agência, com base em argumentos semelhantes.
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