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MADRID 15 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas incluíram nesta sexta-feira o grupo de música punk Pussy Riot no registro de extremistas e terroristas, o que implica o congelamento das contas bancárias de suas três integrantes, que residem fora da Rússia.
O Serviço Federal de Supervisão Financeira, subordinado ao Kremlin, atualizou a lista de entidades e pessoas acusadas de estarem envolvidas em atividades extremistas ou terroristas, incluindo Nadezhda Tolokónnikova, Maria Aliójina e Ekaterina Samutsevich.
Um tribunal de Moscou já havia ilegalizado o grupo em dezembro de 2025, também com o argumento de ser uma banda “extremista”, após uma ação do Ministério Público que alegava que as ações do Pussy Riot “representam uma ameaça à segurança do Estado”.
As integrantes do grupo residem atualmente fora da Rússia, onde enfrentam vários processos, os mais recentes deles relacionados à suposta divulgação de desinformação e ataque às Forças Armadas, no contexto da guerra na Ucrânia.
A banda ganhou notoriedade internacional em 2012, logo após sua fundação, após a realização de uma “oração punk” na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou, para protestar, poucos dias antes das eleições, contra a reeleição do presidente russo, Vladimir Putin, pelo que foram detidas.
Nadezhda Tolokónnikova, Maria Aliójina e Ekaterina Samutsevich foram declaradas culpadas em agosto daquele mesmo ano por vandalismo motivado por ódio religioso e condenadas a dois anos de prisão. A sentença de Samutsevich foi suspensa em recurso, enquanto suas duas companheiras foram amnistiadas em 2013.
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