Publicado 30/07/2026 10:28

A Rússia inclui o fundador do Telegram, Pavel Durov, em sua lista de grupos terroristas

Archivo - Arquivo - 28 de julho de 2025, França, Paris: O cofundador do Telegram, Pavel Durov (2º à direita), é visto após ser interrogado em um tribunal de Paris. Foto: Dmitry Orlov/TASS via ZUMA Press/dpa
Dmitry Orlov/TASS via ZUMA Press / DPA - Arquivo

MADRID 30 jul. (EUROPA PRESS) -

As autoridades russas incluíram na lista de grupos terroristas Pavel Durov, fundador do aplicativo de mensagens Telegram, um dia após ele ter sido acusado de não ter removido canais e usuários da plataforma que, supostamente, serviam aos serviços ucranianos para organizar ataques e sabotagens contra o país.

Desde esta quinta-feira, Durov consta da lista elaborada pela agência de inteligência financeira da Rússia, a Rosfinmonitoring, e já teve todas as suas contas e bens em território russo congelados, informa a agência de notícias Interfax.

O fundador do Telegram nasceu em São Petersburgo há 41 anos e reside atualmente em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde estão localizados os escritórios centrais dessa rede de mensagens, que Moscou acusa de estar por trás de 153 mil casos em que a segurança nacional esteve em risco.

As autoridades russas apontaram que, desde 2022, o Telegram serviu, em todos esses casos, como plataforma para organizar todo tipo de ataques e sabotagens contra o país, incluindo o ataque terrorista ocorrido em março de 2024 contra a sala de concertos Crocus City Hall, que deixou 145 mortos e mais de 500 feridos.

Além disso, também foi organizado pelo Telegram o assassinato de personalidades de destaque ligadas ao Kremlin, como a jornalista Daria Dugina ou o blogueiro e militar Vladlen Tatarski — cujas mortes são atribuídas à Ucrânia —, e de altos comandantes do Exército, como o tenente-general Igor Kirillov.

Moscou afirma que foram enviadas mais de 150 mil solicitações à equipe de Durov, exigindo a remoção desses conteúdos, sem que fossem atendidas.

Já em fevereiro, o Telegram — cujo uso começou a ser restringido desde agosto de 2025 — foi advertido de que continuava sem cumprir a norma. Por causa disso, desde o início deste ano, a Rússia impôs multas de até 100 milhões de rublos (1,1 milhão de euros) por não remover conteúdo considerado proibido por lei.

Não é a primeira vez que a empresa e seu fundador se envolvem em disputas legais. Já em 2024, Durov foi detido na França, embora tenha sido libertado pouco tempo depois, por não ter impedido que redes criminosas usassem sua plataforma para cometer crimes, como tráfico de drogas, abuso de menores e fraude.

Durov continua sob investigação na França, onde precisa se apresentar periodicamente às autoridades. Ele foi libertado após pagar uma fiança de 5 milhões de euros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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