Europa Press/Contacto/Alexander Kazakov
MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas declararam nesta segunda-feira como "indesejável" o Fórum Europeu da Juventude, principal plataforma que representa as organizações juvenis no continente, acusando-a de manter uma postura "abertamente hostil" em relação à Rússia e de divulgar "sistematicamente" informações sobre o país.
“A Procuradoria-Geral da Federação Russa decidiu declarar indesejáveis as atividades da organização não governamental internacional Fórum Europeu da Juventude no território da Federação Russa”, afirmaram em um comunicado divulgado pela agência de notícias Interfax.
O órgão justificou sua decisão alegando que o Fórum Europeu da Juventude “demonstrou uma postura abertamente hostil em relação à Rússia” após a invasão em grande escala da Ucrânia, lançada no início de 2022.
Nesse sentido, destacou que “a exclusão do Conselho Nacional de Associações de Jovens e Crianças da Rússia do Fórum, do qual era membro desde 2006, foi significativa”. “O motivo foi ‘a incompatibilidade das ações da organização russa com a missão e a visão declaradas do Fórum Europeu da Juventude’”, observou o Ministério Público.
Além disso, o Ministério Público criticou que o Fórum, uma organização fundada em 1996 e registrada na Bélgica, “divulga sistematicamente informações difamatórias e deliberadamente falsas”.
Dessa forma, o Fórum Europeu da Juventude passa a engrossar a lista de entidades estrangeiras proibidas na Rússia, fazendo com que qualquer pessoa ligada à instituição enfrente penas de até quatro anos de prisão, enquanto os organizadores estão sujeitos a condenações de até seis anos.
Já fazem parte dessa lista mais de 200 organizações estrangeiras, incluindo cerca de vinte universidades e ONGs como a Anistia Internacional, como parte de uma ampla campanha de repressão contra a influência e as ideias provenientes do exterior desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia em 2022.
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