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MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou sanções contra cinco pessoas da “comunidade jornalística e de especialistas do Reino Unido”, entre elas uma jornalista do ‘Washington Post’, às quais atribuiu a participação “na divulgação de calúnias e falsidades sobre as políticas da liderança russa” e em “uma pressão contínua e intensificada sobre Moscou”, tendo como pano de fundo a guerra na Ucrânia.
"Foi decidido ampliar a 'lista negra' russa para incluir vários membros da comunidade jornalística e de especialistas do Reino Unido envolvidos na divulgação de calúnias e falsidades sobre as políticas da liderança russa e os acontecimentos sociopolíticos em nosso país, bem como na promoção de uma pressão contínua e intensificada sobre Moscou", diz o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Nesse sentido, o Kremlin vetou a entrada na Federação Russa do pesquisador Alexander Browder, que colabora com o think tank Henry Jackson Society, e dos jornalistas Catherine Belton, do “Washington Post”, e Richard Holmes, do jornal britânico “i Paper”.
"Além disso, a lista inclui os diretores de empresas de segurança britânicas envolvidas no recrutamento de pessoal para o regime neonazista (em alusão ao Executivo ucraniano) sob o pretexto de implementar projetos pseudohumanitários na Ucrânia", acrescenta a nota, que também menciona a inclusão do cofundador e presidente do conselho de administração do Chelsea Group — um conglomerado de doze empresas ligadas ao mundo das finanças —, Richard Nicholas Westbury, e da diretora-geral da Committed to Good (filial do Chelsea Group especializada em recursos humanos para missões humanitárias), Alice Mary Laugher.
Moscou, que advertiu que “continuará os trabalhos para ampliar a ‘lista negra’ russa”, justificou essas medidas como resposta às “ações hostis das autoridades britânicas”, entre as quais incluiu uma “retórica antirussa provocadora (...), a divulgação de insinuações sobre a Rússia e as medidas concretas de Londres para fornecer armas e equipamentos militares ao regime de Kiev", o que demonstraria, segundo o Ministério das Relações Exteriores, “a firme determinação da liderança britânica de continuar um duro confronto sistemático”.
"Advertimos que qualquer tentativa das elites políticas britânicas de alimentar a rusofobia, prejudicar deliberadamente a reputação internacional do nosso país e acelerar as sanções antirussas encontrará inevitavelmente uma resposta contundente", acrescenta o comunicado, na qual o Kremlin insta o Reino Unido a “renunciar às suas medidas antirrussas agressivas, bem como ao seu apoio ao regime de (o presidente da Ucrânia, Volodimir) Zelenski”, assegurando que isso “apenas provocará mais vítimas civis e a destruição do Estado ucraniano”.
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